Arquivos para Tag ‘Classes C’

  • A maioria das empresas brasileiras se acostumou a vender exclusivamente para as classes A e B. Afinal, há décadas essas eram as únicas famílias que dispunham de algum dinheiro no final do mês, depois de pagar todas as contas. Porém, isso mudou radicalmente nos últimos anos. Embora o grosso do dinheiro ainda esteja nas mãos das classes A e B, a Nova Classe Média já detém 1/3 da massa salarial brasileira. Por isso, vários setores começaram a estudar a fundo o comportamento desses consumidores, que pode ser bem diferente daquele apresentado pelos brasileiros que habitam o topo da pirâmide social. Um desses segmentos é o dos bancos, que encomendou uma pesquisa ao Data Popular para aprender como fazer negócio com a Classe C.

    O estudo mostrou que propor poupança ou investimento para a classe média faz pouco sentido, porque para eles investir significa comprar uma roupa nova para uma entrevista de emprego, um computador para ajudar na educação dos filhos, pagar a mensalidade de uma universidade particular e até adquirir uma boa TV de LCD, que permite economizar em passeios externos e mantém os filhos na segurança do lar. O consumo também tem um componente de inclusão social, porque possibilita que tenham acesso a itens que só os ricos possuíam. Nesse cenário, dizer para o consumidor popular que ele não deve comprar para poupar e investir é tarefa inglória, certo? Seria exagero dizer que não existe poupança na classe média, mas ela é em geral apenas uma etapa para viabilizar conquistas mais ambiciosas, como a reforma da casa, compra de um carro ou a chegada de mais um filho. Em resumo, poupa-se para gastar mais depois.

    Outro exemplo de descompasso entre a lógica dos bancos e a dos consumidores populares diz respeito ao uso do cartão de crédito. Enquanto o mercado financeiro se preocupa com segurança, clonagem etc, é comum entre as pessoas da classe C o empréstimo do cartão de crédito para familiares e até amigos. A pesquisa do Data Popular mostra que 32% dos brasileiros com alto nível de endividamento costumam usar cartões de parentes e amigos quando estão sem crédito e sem dinheiro.

    Para Renato Meirelles, do Data Popular, o principal obstáculo está na diferença entre a lógica societária, adotada pelos bancos, e a lógica comunitária, que rege as relações na classe C e também na baixa renda. Em resumo, o brasileiro médio não entende nem se identifica com a linguagem formal, fria, impessoal e distante adotada pelo mercado financeiro. Para fazer bons negócios com esse novo cliente é preciso envolver emoção, ser mais informal, demonstrar solidariedade, investir em reciprocidade e estar presente no cotidiano dessa gente. Tudo o que os bancos não sabem fazer.

    Fonte: Luiz Alberto Marinho, Blue Bus.

  • Projeções da consultoria MB Associados mostram que nova classe média popular vai dominar o mercado imobiliário brasileiro até 2016

    A classe média popular vai dominar o mercado residencial brasileiro nos próximos anos, segundo recente estudo da MB Associados. De acordo com as projeções da MB, a classe C, com renda familiar de três a dez salários mínimos, terá uma demanda habitacional potencial por 10,4 milhões de imóveis até 2016.

    Sérgio Vale, economista da MB Associados, crê que grande parte da demanda potencial se direcione para a compra de imóveis novos, dada a rápida expansão do crédito imobiliário e o aquecimento desse mercado.

    A demanda potencial da classe C é, inclusive, maior que a demanda potencial total de todas as classes, que é de 9,5 milhões até 2016. O fenômeno se explica pela migração prevista, para a classe C, de famílias das classes D e E.

    “O foco do setor nos próximos anos têm de ser a classe C, que é uma classe média, e não as classes mais baixas, D e E, que estão diminuindo”, diz vale.

    Fonte: Jornal O Estado de São Paulo – 04 de Abril de 2010.

  • Os principais consumidores de eletrônicos estão na classe C. Esse foi um dos pontos levantados pelo último Pyxis, pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência que apresenta o potencial de consumo do brasileiro em 42 grupos de produtos e por classes sociais em todas as cidades.

    “O aumento do poder de compra dessas pessoas é incentivado pelo financiamento e crédito”, informou Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Instituto. Segundo o estudo os consumidores pertencentes à classe B são responsáveis por 45% das compras em som, TV e vídeo, seguida pela classe C com 32%, A com 16% e D/E com 7%.

    As classes A e B representam 32% da população. No entanto, juntas consomem 55% de todos os grupos de produtos que a pesquisa analisa, exceto alimentação, o que corresponde a um consumo três vezes maior do que sua participação na população. Bolsas, malas, cintos e brinquedos são os produtos mais consumidos por eles.

    A classe B consome o dobro de seu tamanho e tem preferência por cosméticos, bebidas (água, sucos, refrigerantes, cervejas e vinhos), bolsas, malas, cintos e brinquedos. Já na classe C, cujo consumo é proporcional a sua participação populacional, produtos de mercearia, calçados femininos, vestuário infantil e carnes e derivados são os itens mais procurados.

    O estudo ainda revelou o potencial de consumo por região no Brasil. Os únicos setores em que os gastos são iguais para todas as pessoas são alimentação e higiene pessoal, média de R$1.419 e R$232, respectivamente per capita.

    O brasileiro tem as maiores diferenças de consumo com bebidas. Na região que mais se consome, o Sudeste, cada pessoa gasta R$131, enquanto na região onde o consumo é menor, o Nordeste, o valor cai para R$47. A média nacional é de R$98.

    Outro item com fortes diferenças regionais de consumo são os gastos escolares. A região Norte investe R$77, já na região Sudeste, o gasto sobe para R$340, impulsionado pelas classes A e B. A média nacional corresponde a R$248.

    O Estado de São Paulo é o que mais gasta com alimentação domiciliar e com produtos para a casa. Os cariocas consomem mais em bebidas, paranaenses em artigos de limpeza e os gaúchos com medicamentos.

    O diretor de geonegócios do Ibope destaca o Distrito Federal como o maior consumidor de todos os 42 grupos de produtos que a pesquisa estuda. “A região centro-oeste é a que tem o crescimento mais expressivo, a expectativa é que se iguale a região sul/suldeste”, disse.

    O levantamento permite que conforme o tipo de produto e o perfil da região, as ações de marketing e publicidade sejam direcionadas para o potencial consumidor.

    Fonte: AdNews

  • A cada ano, a participação da mulher na decisão de compra só aumenta. Com o crescimento do poder aquisitivo da população de baixa renda, a tendência é que a população feminina conquiste ainda mais poder. De acordo com o instituto Data Popular, enquanto na classe A a renda feminina equivale a 25% do ganho da família, na classe C ela passa a 41% de participação. Como esse estrato social deve continuar crescendo, aí está uma grande oportunidade para as marcas.

    As mulheres são responsáveis por 37% da massa de renda total da classe C, o que atingirá os R$ 158 bilhões até o fim de 2010. Ainda segundo o Data Popular, nas lojas de roupas, farmácias e supermercados, as mulheres são 51% do público consumidor. Enquanto 62% das mulheres da classe C possuem cartões de crédito, o índice entre os homens é de 59%.

    O Ibope Mídia também aproveitou a data para divulgar dados sobre os hábitos de consumo feminino. Segundo o instituto, 67% das mulheres com 18 anos ou mais fizeram compras pessoais, excluindo bebidas e alimentos, nos últimos 30 dias. No mesmo período, o índice de homens que compraram foi de 58%. Os produtos campeões de venda foram roupas femininas, com 78%, seguidos de calçados, com 60%, roupas para homens, com 43%, e roupas para crianças e bebês, com 39%. Os números mostram que elas são responsáveis não apenas pelos gastos próprios, mas também pelos do resto da família.

    Fonte: Propmark

  • Estudos mostram que estas três classes são as que mais consomem hoje no país, além de ser a maior parte da população: 85% da população, 69% dos cartões de crédito e 70% de tudo que se compra em supermercado. O Data Popular, empresa de pesquisa e consultoria, e o instituto de pesquisa Datafolha desenvolveram uma pesquisa que apresenta as 10 tendências de comportamento das classes C, D e E.

    A seguir veja estas tendências, que impactam um mercado de R$ 760 bilhões:

    1. Consumidor de inclusão: Estas classes têm uma forma própria de comprar que surge da descoberta do consumo. As marcas que forem atentas e apresentarem um novo universo de consumo terão bons resultados. Agora, as classes C, D e E tem o poder de escolha, pois seu poder aquisitivo tem melhorado.

    2. Identidade e auto-estima: A base da pirâmide está mais consciente da sua importância na sociedade e valorizarão cada vez mais as suas conquistas enaltecendo a relação com as suas origens, sua história e suas características.

    3. Acesso e Qualidade: Como seu poder aquisitivo está maior, poderão exigir mais. Melhor qualidade de atendimento, de produto e melhor qualidade de vida. Bom atendimento não é mais um diferencial e sim uma obrigação. As empresas que souberem utilizar melhor o custo-benefício sairão na frente.

    4. Educação como investimento: Estas classes estão cada vez mais conscientes de que, com a educação podem conquistar mais. Assim investirão cada vez mais na educação dos filhos.

    5. Juventude e geração C: Os jovens nessas classes estão mais escolarizados, informados e economicamente ativos que seus pais, formando futuramente uma nova geração de consumidores com hábitos de consumo diferentes da atualidade. O Brasil de amanhã terá mais as características dos jovens da atual baixa renda.

    6. Vaidade e beleza como inclusão: Agora, as classes mais baixas terão mais acesso a produtos de beleza e estética, criando uma tendência que as empresas precisarão se adequar.

    7. Novos Papéis, nova família: Os papéis dos homens e mulheres já não são mais os mesmos. Com o crescimento do poder (consciência, status e renda) as mulheres da baixa renda, estarão mais independentes e construirão uma outra relação familiar. Isso implicará no desenho de uma nova família, cada vez menor e com uma renda per capita maior.

    8. Redes, dicas e boca a boca – As classes baixas sempre dependeram mais uns dos outros para viver, ou seja, cresceram e aprenderam a conviver em um ambiente colaborativo. Aliada às novas tecnologias e a disseminação das redes sociais, a baixa renda potencializará as suas já extensas relações sociais.

    9. Capilaridade e segmentação – A geografia dos bairros e os diferentes tipos sociais das pessoas de baixa renda exigem diferentes formatos de produtos e distribuição das cias. Os canais de venda deverão ter maior capilaridade, e as marcas trabalharão produtos segmentados para uma grande massa de consumidores.

    10. Tecnologia como investimento – A penetração de tecnologia da informação está em plena expansão nas classes baixas, principalmente através dos jovens populares. Tecnologia é vista como investimento no futuro profissional e como canal de acesso às informações antes restritas a minoria da população brasileira.

    Fonte: Empreender

  • Não deveria ser nenhuma surpresa para quem acompanha notícias de economia. Mesmo para quem acompanha o desenvolvimento dos números da audiência do meio nos últimos anos – “A soma das classes C, D e E já supera as classes A e B em número de pessoas com acesso”, informou o Ibope em uma apresentação feita ontem em São Paulo. Assim como acontece em relação à renda, também na internet as classes A e B estão sendo ultrapassadas. De acordo com o Ibope, mais da metade das pessoas com acesso à internet, em regiões metropolitanas, são das classes C, D e E. A diferença ainda é pequena – CDE somam 51,6% e AB somam 48,4%, mas pelo gráfico mais abaixo é possível ver a mudança que está ocorrendo desde 2007. E o universo do qual a pesquisa está falando chega hoje a 66,3 milhões de usuários que usam a rede em casa, no trabalho ou em locais públicos. Mas o que isso quer dizer?

    - Quer dizer que a cara da internet brasileira está mudando e quem produz conteúdo ou quem cuida da comunicação online das marcas precisa, no mínimo, reconhecer isso. Não me espantaria se, em pouco tempo, começarem a aparecer agências de publicidade especificamente online especializadas na classe C.

    - E o que mais dizem os números do Ibope? Que na classe A, 14% acessam a internet usando o celular (6% na classe B, 2% na C e 1% na DE). O acesso mobile (por celular, pda ou smartphone) serve primeiramente para receber e enviar emails (27%), depois para ler notícias (23%). O ecommerce aparece no fim da lista, com 4%.

    - Sejam usuários da classe A, C ou E, o fato é que são 66,3 milhões de pessoas (com mais de 10 anos), um grupo quantitativamente respeitável, não é mesmo? E, no entanto, embora tenha crescido 14% em relação a 2008, a internet representou apenas 2,8% do total dos investimentos publicitários em 2009.
    Fonte: Blue Bus

  • Com 12 trilhões de dólares despejados na economia em 2009 – mais do que a soma das economias do celebrado Bric, as mulheres são o maior mercado emergente do mundo.

    Uma recente pesquisa elaborada pela consultoria Boston Consulting Group (BCG) mostra que, nos próximos cinco anos, a renda feminina mundial deverá receber um incremento de 5 trilhões de dólares, chegando a 18 trilhões – mais do que a soma do produto interno bruto de Brasil, Rússia, Índia e China, o tão celebrado Bric. “Trata-se do maior mercado emergente de todos os tempos. As mulheres vão liderar o mundo pós-crise”, diz a americana Kate Sayre, uma das autoras do estudo. “De meras coadjuvantes na economia, elas se converteram na maior esperança de crescimento para diversos países.

    Até hoje, as mulheres eram vistas basicamente como “influenciadoras” das decisões de compra – sobretudo como donas de casa que ajudam a administrar o orçamento familiar. “O que está em discussão, agora, não é tanto sua capacidade de convencimento”, diz Sayre. “Mas quanto dinheiro elas podem ganhar e injetar na economia.” A julgar pelo desempenho dos últimos anos, essa injeção será fortíssima.

    No que elas gastam

    As brasileiras consumiram quase 800 bilhões de reais em 2009. Veja os principais setores beneficiados… (em bilhões de reais):

    De acordo com a pesquisa do BCG, a massa salarial feminina mundial tem crescido em média 8% ao ano desde 2003 – ante um aumento de 5,8% nos ganhos dos homens. Com isso, a previsão é que a quantia controlada pelas mulheres e destinada ao consumo em todo o mundo deverá ultrapassar 20 trilhões de dólares em 2015, ante os 12 trilhões atuais. Para efeito de comparação: a massa salarial global masculina é, hoje, de 23,4 trilhões de dólares.

    Um estudo realizado pelo instituto de pesquisa brasileiro Sophia Mind, do site Bolsa de Mulher, dá uma ideia do potencial do mercado formado por mulheres no Brasil. Dos quase 2 trilhões de reais destinados ao consumo em 2009, as mulheres responderam por 1,3 trilhão – desses, 800 bilhões vieram na forma de consumo direto e o restante contou com a influência delas. Mulheres já são grande parte dos mercados de carros, apartamentos, educação e saúde, para ficar em apenas alguns exemplos. “O poder de compra dessas consumidoras será, sem dúvida, um dos grandes caminhos para o crescimento do mercado brasileiro”, diz Andiara Petterle, presidente do site Bolsa de Mulher e coordenadora da pesquisa.

    …e a participação feminina no consumo total desses produtos e serviços:

    Um estudo do banco Goldman Sachs estima que a redução da diferença salarial entre homens e mulheres somada ao ingresso de aproximadamente 150 000 brasileiras por ano no mercado de trabalho deverá elevar o PIB do Brasil em quase 1 ponto percentual por ano até 2013 – algo em torno de 100 bilhões de reais.

    Embora o avanço do mercado feminino possa ser verificado em todos os segmentos da sociedade, é na pujante classe C que ele aparece de forma mais evidente. Um recente estudo elaborado pelo instituto de pesquisa Data Popular mostra que, na classe A, as mulheres são responsáveis por apenas 25% do total da renda familiar – ao passo que, na base da pirâmide, essa participação chega a 41%. Isso acontece porque, nesse estrato social, há um maior número de mulheres que se tornaram chefes de família. “A igualdade salarial deve chegar primeiro à baixa renda”, diz Renato Meirelles, diretor do Data Popular e coordenador da pesquisa.

    Veja mais dados dessa pesquisa na Revista Exame.