Cada vez mais as pequenas e médias empresas estão investindo em presença digital, apropriando-se das novas tecnologias e utilizando-as das mais variadas formas com o intuito final de obter lucro. Contudo, ainda são poucas aquelas que, de fato, estão entrando no meio online de maneira responsável, preocupando-se em compreender o processo que está por trás da invasão do digital para, então, aplicá-lo ao seu negócio.
Uma boa dica para as pequenas e médias empresas que pretendem investir em marketing digital é começar com a aplicação de quatro princípios considerados como os pilares fundamentais de ações em marketing digital: planejamento, conteúdo, relacionamento e monitoramento. Cada um deles merece, no mínimo, um post inteiro. Porém, este artigo fornece uma visão geral de cada um.
Este é o ponto chave e do qual dependem todos os demais. O planejamento irá fornecer a base para toda e qualquer ação de marketing – digital ou não. É um erro pensar que planejamento é algo que diz respeito apenas ao futuro. Um bom planejamento deve englobar aspectos do passado e do presente para, então, garantir o preparo adequado para enfrentar o futuro. Planejamento, portanto, é um exercício de paciência, que envolve cautela, estratégia e uma dose de intuição.
Uma das grandes dificuldades que se tem atualmente em termos de planejamento reside na necessidade de integração online/off-line. Muitas empresas enxergam no marketing digital uma fórmula mágica para seus problemas e esperam das agências, dos freelancers – ou seja lá de quem esteja responsável por isso no momento – ações que atendam aos seus utópicos objetivos, esquecendo que antes das ações, vem o planejamento e este precisa estar alinhado ao plano de marketing da empresa, plano este que muitas das pequenas e até médias empresas sequer possuem.
2. Conteúdo
Produzir e compartilhar conteúdo relevante para o seu público-alvo. E o que é ser relevante? Relevante é aquilo que tem importância, ou seja, algo que vai fazer a diferença quando o consumidor escolhe o que vai prestar atenção entre os diversos conteúdos concorrentes em seu mural do Facebook ou na timeline do Twitter. A relevância é o que faz a diferença entre o curtir ou não uma determinada publicação, entreretwittar ou não um determinado link, ou mesmo emitir ou não um comentário. Em suma, é o que gera o engajamento. Assim, como a relevância difere de pessoa para pessoa, conhecer o seu público-alvo é fundamental.
3. Relacionamento
Antes um bom bar ou restaurante era aquele em que os garçons sabiam o nome do cliente e, de quebra, seu pedido mais habitual. Nas mídias sociais pode-se reproduzir de certa forma esse ambiente, na medida em que é possível – através de mensuração e monitoramento – conhecer melhor o seu público-alvo por meio do que ele compartilha, de como interage, o que pensa, o que gosta ou não. Além disso, o relacionamento é eficiente quando o cliente é “ouvido” e tem respostas rápidas e eficazes aos seus pedidos. As marcas precisam – antes de imaginar grandiosas ações, ou o que é mais comum atualmente, excelentes virais – se preocupar em construir relacionamentos com seus consumidores.
Ainda falando em relacionamento, é preciso entender também que relacionamento não se faz apenas por meio de redes sociais. Facebook, Orkut, Twitter, Youtube, etc., são excelentes formas de se estar presente no universo digital dos clientes, porém não são as únicas. O investimento e as ações em redes sociais devem estar alinhados a uma estratégia maior, que pode incluir e-mail marketing, SEO, games, entre outras. E as estratégias digitais, por sua vez, devem estar alinhadas com o plano de marketing da empresa.
4. Monitoramento
Parte fundamental do processo, o monitoramento engloba as métricas e a importância de se ter dados confiáveis e mensuráveis para avaliar o retorno concreto das ações de marketing digital. As métricas podem ser obtidas por meio de diversas ferramentas, grande parte delas fornecidas gratuitamente pelo Google. Além disso, o monitoramento deve ser segmentado, ou seja, incluir o monitoramento da marca, monitoramento da concorrência e monitoramento de mercado.
Como se vê, presença digital não se resume a ter um site ou, o que é pior, um e-mail e um Twitter “para promoções e sorteios”. Estar, de fato, presente no ambiente digital, não é algo tão simples como se imagina e requer atenção, conhecimento e investimento para, de fato, dar retorno. Nesse sentido, talvez a dica mais útil que se possa oferecer às pequenas e médias empresas com relação ao uso dos meios digitais é: não caia na tentação do “faça você mesmo”, busque um profissional.
Qualquer um pode fazer um sorteio e conseguir muitos seguidores para um perfil do Twitter ou curtidas em uma fanpage no Facebook, mas a verdadeira pergunta é: será que eles continuarão a se interessar pela sua empresa depois que os sorteios acabarem?
Fonte: Blog Mídia8
O Brasil é o oitavo país do mundo em número de internautas (40,5 milhões), que passam em média 26,4 horas por mês na web, segundo a ComScore, empresa de monitoramento de internet. Os brasileiros ultrapassam a média mundial (22,6) e a média da América Latina (24,3) em número de horas plugados a cada mês.
A utilização da internet fica mais concentrada nas buscas e navegação em geral, e também nas redes sociais. No Brasil, o Orkut é ainda o campeão em número de visitantes únicos (32,41 milhões em fevereiro/2011) mas cresceu apenas 2,85% em seis meses, enquanto o Facebook experimentou por aqui estrondosos 65,7% de crescimento — 45,5% apenas nos dois primeiros meses de janeiro deste ano.
Empresas brasileiras devem aproveitar esse apetite nacional pela internet, prestando atenção em algumas tendências ligadas ao consumo.
1. Mobile + social + local
O celular será nossa porta de entrada para o mundo. Cada vez mais, aplicativos facilitarão a comunicação, as transações comerciais, a integração com as redes sociais, a busca por informações locais e o georreferenciamento.
Quase 45% dos usuários brasileiros usam o celular para acesso à web, segundo estudo da e.Life. Um ano atrás, eram somente 34%. O índice tende a aumentar com base em dois fatos:
Fato número 1: as vendas de smartphones e tablets serão maiores, este ano, do que a de latptops e PCs.
Fato número 2: já começaram a surgir redes sociais baseadas unicamente no celular, como a Path e a Color, cujo intento é estimular as pessoas a compartilhar momentos em tempo real colocando fotos online.
As empresas que não desenvolverem plataformas mobile para seus produtos e serviços podem ficar para trás.
2. As pessoas escolherão o conteúdo que querem consumir
Crescerá o valor da curadoria, ou seja a capacidade para selecionar o que interessa dentro de um mar de conteúdos gerados por qualquer pessoa. A quantidade de informações hoje na web torna essa tarefa indispensável, apesar de ser complexa e exigir competências como foco e discernimento.
3. Tecnologia = pessoas + conectividade
Somos o “homo conectus”. Não existe mais separação entre online e offline. As pessoas querem estar conectadas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e usarão todos os recursos para isso – de lan houses a iPhones (o que significa que mesmo as classes sociais menos abonadas dão um jeito).
Isso também leva a um compartilhamento cada vez mais intenso, às vezes sem que as pessoas pensem em privacidade e sem lembrar que a memória do Google e de outras ferramentas de busca é indelével.
4. As empresas se preocuparão mais com o feedback social e o consumo de nicho
O que as pessoas buscam online? Comunicação, conexão, entretenimento e educação/cooperação. Redes sociais de nicho, sobre temas específicos, tendem a prosperar porque reúnem todos esses elementos.
Empresas tendem a reforçar sua presença em canais como YouTube e Flickr, a fim de compartilhar conteúdo que tenha viés de entretenimento também, com isso chamando mais a atenção dos consumidores.
Compartilhar conhecimento e oferecer conteúdo e aconselhamento de graça é outro forte fator de sucesso para as empresas em sua presença nas mídias sociais.
Para terminar, um último ponto: se a internet é natural para as pessoas, também deve ser para as empresas.
Fonte: Exame
Levantamento da Pesquisa Marketing Visão 360º, realizada pelo Mundo do Marketing em parceria com a TNS Research International, aponta que 90% das empresas no país realizam algum tipo de ação de marketing digital.
E-mail marketing lidera o ranking, é a ação mais realizada pelas empresas, presente em 80% delas, seguido por redes sociais com 67%, Links Patrocinados com 53% e anúncios em sites segmentados, com 45%.
A edição 2010 da pesquisa entrevistou 372 profissionais das áreas de marketing e planejamento de empresas nacionais e multinacionais dos setores de serviços, varejo, agência de publicidade, bens de consumo, consultorias, agência digital e bens duráveis. 85% dessas empresas são brasileiras e 54% são de pequeno porte.
Para Walter Sabini Junior, CEO da VIRID Interatividade Digital, empresa especializada em envio e gestão de email marketing, a pesquisa reitera a notoriedade do email marketing no planejamento de marketing das companhias.
“Trabalhamos com email marketing desde 2006 e pudemos acompanhar toda a evolução desse canal, enfatizando a importância das boas práticas e da relevância de conteúdo. Formamos empresas em relação ao aculturamento no bom relacionamento digital que deve existir e o email marketing caminha rumo à consolidação. A pesquisa foi fiel a um objetivo que buscávamos e comprova a efetividade das ações digitais por esse meio”, explica Sabini.
“O e-mail marketing continua sendo a ferramenta mais importante dentro do marketing digital, mesmo com todo o potencial das estratégias SEO e SEM e de mídias sociais. É uma ação certa de que o usuário irá receber a propaganda, e ao menos passar o olho por ela. Pode ser que algo interesse momentaneamente, ou que lhe venha à memória algum tempo mais tarde”, afirma Bruno Mello, editor executivo do Mundo do Marketing.
As redes sociais, SEM e SEO
Cerca de 66% das empresas estão presentes com ações de marketing nas redes sociais. 92% delas utilizam o Twitter, 69% estão presentes no Facebook e 58% no Orkut. Além disso, da parcela das empresas que não utilizam as redes sociais, 64% entrarão a partir de 2011.
“As ações interativas ganham cada vez mais importância nas estratégias digitais das empresas, uma vez que notamos grande parte delas investindo em ações nas redes sociais. Como o brasileiro utiliza muito as redes sociais, é um caminho natural para as empresas. As redes sociais estão sendo usadas não apenas como plataforma para realização das ações, mas também para monitorar o que está sendo falado na rede sobre as marcas”, completa Bruno Mello.
No campo da otimização em buscadores, as ações de marketing consideradas mais efetivas são as campanhas SEM (Search Engine Marketing) com 51%, seguidas por SEO (Search Engine Optimization) com 47% e Links Patrocinados, com 39%.
O futuro do mobile marketing
As ações de mobile marketing prometem ganhar mercado em 2011. Em fase de desenvolvimento, somente 22% das empresas realizaram alguma ação em 2010. Porém, a expectativa é que 54% das empresas devam usar a ferramenta esse ano.
Fonte: AdNews
O Acervo Publicitário tem dado uma relevante contribuição para a formação profissional de publicitários, contatos de Marketing, Designs, entre outros profissionais de áreas relacionadas à comunicação. O site possui um significativo acervo com assuntos criativos e conteúdos relevantes que todo profissional das áreas citadas deve acompanhar.
Abaixo, reproduzimos uma recente postagem do Acervo Publicitário sobre os “10 erros mais cometidos na criação publicitária”. As dicas são indispensáveis para o processo de criação publicitária e, da mesma forma, relevantes para os profissionais de marketing, que precisam ter o preparo necessário para aprovar corretamente de acordo com as estratégias de comunicação da empresa.
1. Iniciar o processo de criação sem um objetivo. Invista um bom tempo esmiuçando o brief, converse com o cliente se possível, e procure saber o máximo que puder sobre o público, a concorrência e os objetivos do cliente e do produto ou serviço.
2. Criar “no vácuo”. Conheça a concorrência e o cenário no qual o produto ou serviço estão. E não se limite a ler o brief: uma pesquisa por conta própria pode dar boas pistas. Isso proporcionará idéias menos genéricas e soluções mais consistentes.
3. Não ser capaz de responder à pergunta “mas… por que?” Embora os processos de geração de ideias sejam essencialmente espontâneos, é preciso que as decisões tomadas tenham alguma base. É muito fácil ter uma peça reprovada pelo cliente quando as justificativas parecem esbarrar no gosto pessoal. E a propósito: “porque Deus quis” não é um argumento sólido.
4. Ir para o computador cedo demais. Computadores são ótimos para fazer exatamente o que você manda que façam – e isso é ruim para a criação, que se alimenta também do erro, do traço livre e da casualidade. Além do mais, como o computador torna fácil alterar o trabalho, a tentação de entrar num loop de tentativa-e-erro é grande, fazendo com que o processo vire uma grande experimentação aleatória sem propósito.
5. Deixar de escutar uma opinião com base em quem a deu. Engula o ego e escute. Pode-se aprender muito com as fontes mais inesperadas.
6. Escolher mal a tipografia e os recursos gráficos. Essencialmente, não existe não-intencionalidade numa peça publicitária. Pense no resultado que uma escolha de fonte ou imagem poderá causar. Ela quer dizer algo quer você não tinha em mente que dissesse? A melhor opção é uma foto ou uma ilustração? Qual o impacto da escolha da fonte? Pense globalmente.
7. Desconsiderar as aplicações da peça. O método de produção, o tipo de mídia, o ponto de exposição – tudo isso influi no modo como a peça será percebida. Criar para um cartaz de corredor de universidade não é como criar para um anúncio de revista, uma empena, uma CEMUSA (mobiliário urbano) ou um adesivo. É preciso pensar em como o público será “pego” pela peça.
8. Usar macetinhos ou recursos prontos de softwares. No princípio era o page curl. E o diretor e arte viu que era bom (mentira), e se regozijou. E veio o drop shadow. E o glow. E os bevels. E há pouco tempo, os brushes. Esses recursos todos costumam soar falsos e batidos, e poucas vezes são usados como solução real, e não como “recurso que estava lá praticamente pedindo para ser usado”. Lembre-se da oração da Serenidade: ter forças para fazer o que deve ser feito, resignação para aceitar o que não pode ser mudado, e nunca, nunca, nunca, nunca, nuca mais usar efeitinhos prontos gratuitamente.
9. Mostrar opções demais para o cliente. Além de agilizar o processo de seleção, evita passar ao cliente a ideia de que você mesmo não tem muita certeza quanto a qual caminho seguir. Também reduz a probabilidade de surgirem as peças Frankenstein, nas quais o cliente pede “o título dessa com a imagem daquela, o texto de apoio daquela outra, com as cores da primeira e a tipografia da última”.
10. Mostrar para o cliente opções que você não quer que ele escolha. Há uma história envolvendo o arquiteto americano Frank Lloyd Wright e um jardim de inverno que teria sido colocado em um projeto apenas para que o cliente o cortasse, achando assim que havia participado da idéia. Isso pode ser um recurso interessante, mas também pode ser um senhor tiro-no-pé. Para que correr o risco? Se não quer que ele escolha, não mostre a ele.
Fonte: Acervo Publicitário
A alma do negócio não é a propaganda. A alma do negócio é o próprio negócio.
As agências deverão evoluir para o papel de ajudar as empresas a ouvir e entender o que os prosumidores* estão dizendo a respeito de seus produtos e serviços.
Por Pedro Cordier
Á medida que o acesso à informação se propaga e à medida que o consumidor de outrora começa a dar lugar ao prosumidor, esse consumidor pró-ativo, produtor de conteúdo, conectado e bem informado, a propaganda que vemos hoje torna-se cada dia menos relevante.
O atendimento, a preocupação com os detalhes, um produto bem acabado, um serviço bem feito… nem toda propaganda do mundo compensa um produto ruim!
O dono de loja, o empresário, o cliente da agência de propaganda, todos devem investir, cada centavo, em qualidade e em relacionamento com o cliente!
Segundo Jeff Jarvis, no livro “O que a Google Faria”, “a propaganda deve nos informar sobre um produto ou seu preço, para que possamos economizar esforço, tempo e dinheiro na busca por ele. Se a meta dos consumidores é reduzir os custos de transação – o esforço de encontrar o produto certo, pelo preço certo – a própria internet não substitui a propaganda? Com freqüência, sim!”
E as agências de propaganda tradicionais? Vão acabar? Se adaptar? Se transformar? O intermediário, que cria dificuldade para vender facilidade, está com os dias contados na era da conectividade! As agências de propaganda precisam, urgentemente, aprender, desaprender e reaprender.
“Toda novidade passa pelo processo de aprendizado. Precisamos estar atentos às questões como inovação, empreendedorismo, criação e adaptabilidade, pois somente acompanhar as mudanças já não basta. Temos que tomar consciência de que somos parte integrante dessas mudanças”.Pedro Cordier, especialista em comunicação, criatividade e conectividade.
Os anunciantes estão começando a aprender que o seu grande diferencial não está no slogan criativo, mas na transparência. É uma questão de relacionamento, não de mensagem!
“A mensagem fundamental do marketing deve mudar de queremos seu dinheiro para compartilhamos seus interesses”.Christopher Locke, no livro Gonzo Marketing.
O papel das agências digitais será o de ajudar as empresas a ouvir o que os prosumidores estão dizendo a respeito de seus produtos e serviços. Exemplos:
• Fazendo análise de dados, mensurando e criando redes calcadas na transparência.
• Ajudar no lançamento de produtos, de preferência, com a utilização de crowdsourcing, o que contribui para a criação de relacionamentos verdadeiros.
• Auxiliar no entendimento e utilização das plataformas sociais;
• Produzir informação e conteúdo para as diversas telas.
• Desenvolver aplicativos úteis, que realmente possam facilitar a vida do usuário…
“Mercados são conversas.” The Cluetrain Manifesto, trabalho sobre a era da internet, em 2000.
Se a mudança, em si, para muitas pessoas, já é um processo doloroso, imagine a total perda do controle?
No final de 2010, em conversa com um conhecido dono de agência da capital baiana sobre o futuro das agências de propaganda, disse a ele que a agência de propaganda não estava mais no controle. Disse ainda que, na verdade, sequer o cliente dele (o anunciante) estava no controle… quem estava assumindo o controle de tudo era o prosumidor, que, num piscar de olhos, poderia se reunir e manifestar-se contra a favor dessa ou daquela organização, causando um impacto jamais imaginado em outros tempos menos conectados.
Para minha surpresa, a sua resposta foi muito mais consciente do que eu imaginava. Disse ele: “Se eu não procurar observar, entender e me tornar parte dessa mudança, isso aqui tudo (apontando para a bonita e confortável sala de reunião em que estávamos e para os demais departamentos, porta afora…) vai, simplesmente, desaparecer”.
Fonte: Webinsider
*Prosumidores: Do inglês prosumer – fusão de producer (produtor) e consumer (consumidor).
O CHMKT postou uma microssérie sobre estratégia criativa que posteriormente foi reunida em um PDF e disponibilizado para download. O conteúdo tem referências da Merry Baskin – referência mundial em planejamento – e traz ótimas dicas para o desenvolvimento de estratégias criativas. A primeira parte fala sobre as habilidades necessárias para se chegar a boas estratégias criativas, a segunda conta os passos para o seu desenvolvimento, e a terceira destaca técnicas e ferramentas. Vale a pena conferir!
O blog Erros de Marketing foi criado no ano passado (2010) com o objetivo de mostrar casos de possíveis erros de execução, estratégia e planejamento de marketing, e até mesmo casos que não tiveram muita sorte e fatores externos impactaram negativamente a marca.
Dessa forma, discutir ações que não foram bem sucedidas pode nos incentivar a refletir e ter, cada vez mais, um pensamento crítico na hora de criar, aprovar, planejar ou, simplesmente, avaliar as ações de marketing que vemos por aí.
Abaixo trazemos o último post do blog com o TOP 10 de Erros de Marketing de 2010.
Relembre:
1) PÃO DE AÇÚCAR ELIMINA O BRASIL DA COPA DO MUNDO:
O anúncio do hipermercado Extra (patrocinador da seleção) na Folha de São Paulo lamenta a saída do Brasil da Copa, antes de termos perdido o jogo. O grupo Pão de Açúcar se justificou falando que a culpa foi do jornal e Abílio Diniz, fundador do grupo, se desculpou no Twitter.
2) NESTLÉ LANÇA BEBIDA ALPINO SEM ALPINO:
A Nestlé laçou uma linha de bebidas prontas chamada “Fast” e uma delas era de Alpino. Ou melhor, sabor Alpino, já que a própria embalagem dizia que o produto não continha Alpino. O caso gerou reclamações no CONAR e manifestos na internet. A empresa foi notificada, precisou se desculpar em público e mudar o rótulo do seu produto.
3) TOYOTA FAZ RECALL MONSTRUOSO:
No ano de 2010 a Toyota passou tantos recalls que precisou suspender a sua produção mundial até que todos os defeitos fossem identificados. Na internet, foram inúmeros comentários sobre o caso. A cotação das ações da empresa caiu significativamente.
Mas não foi só a Toyota que precisou fazer recall. Muitas outras empresas de veículos também precisaram realizar esta operação.
4) O “TCHÓ TCHÓ” DA HYUNDAI NA COPA DO MUNDO:
A montadora fechou um super patrocínio pra Copa e gastou milhões para divulgar uma campanha que tentava criar uma nova maneira pra torcer nos jogos. A idéia não pegou e ainda virou chacota.
5) PROMOÇÃO DA P&G COLOCA MEDO NA POPULAÇÃO:
A P&G, eleita anunciante do ano, decidiu fazer sua primeira grande campanha corporativa no Brasil esse ano. Fechou a ação do “avião do Faustão”, um remake da antiga promoção do caminhão. Tudo parecia ir bem até a empresa decidir espalhar caixas que supostamente teriam caído de aviões no meio da cidade do Rio de Janeiro. O problema é que isso aconteceu bem no momento em que o Rio passava por um período de extrema insegurança com o conflito entre policiais e traficantes. Resultado: a população ficou com medo, o esquadrão antibomba foi chamado e a imagem rodou todos os noticiários policiais do país.
….
6) VOLVO E AUDI PASSAM MUITA VERGONHA:
Falhar em uma apresentação ao vivo para a imprensa sobre seu novo dispositivo de segurança parece filme, mas isto aconteceu de verdade. Em demonstração do novo Audi, o carro capotou ao vivo e trouxe problemas graves para a imagem da Volvo.
7) PROMOÇÃO DA NESTLÉ COM BICHINHOS VIROU MICO:
Depois de criar uma pequena novela sobre bichinhos da flores nos intervalos da novela das 8, da rede Globo, a Nestlé começou a vender esses bichinhos por “apenas” R$27 em produtos + R$27. Sobrou bichinho e a promoção foi prolongada pro Natal e o preço abaixou. Mas os bichinhos ainda continuam encalhados nas lojas.
8.) BURGER KING É FLAGRADO COM QUEIJO VENCIDO:
Enquanto estava veiculando uma grande campanha sobre o queijo que estava em um novo sanduíche, uma lanchonete da rede no Rio de Janeiro foi flagrada usando queijo vencido. O caso foi noticiado até no Fantástico.
9) CHUVA DE TWIX VIROU GAROA:
A Mars programou uma super distribuição de Twix na avenida Paulista, em São Paulo, mas as máquinas emperraram e os consumidores viram, na verdade, um chuva de papel e uma “garoa” de chocolate.
10) CAMPANHA DA TOPPER SOBRE A INVENCIBILIDADE DO FUTSAL BRASILEIRO
A Topper, patrocinadora da seleção brasileira de futebol de salão, resolveu fazer uma campanha forçando o jargão “mas neeeem se o Brasil perder no futsal”. Tudo a ver, já que a equipe estava há invicta há quase 160 jogos! Mas a empresa só não esperava que a seleção perderia dias depois da campanha ser veiculada.
Veja o Filme.
Fonte: Erros de Marketing
Há espaço no ambiente online para pequenas empresas especializadas que conseguem atender nichos específicos de mercado e investem em divulgação segmentada.
Por Sandra Turchi
A palavra “tendências” sempre gera certa polêmica, pois cada um tem a sua opinião. De qualquer forma, uma tendência nada mais é do que a observação sobre movimentos percebidos que, após análise, proporcionam caminhos prováveis.
Feita essa breve introdução, vou pontuar a seguir algumas dessas possibilidades para as estratégias de marketing no universo digital, bem como para o e-commerce.
Geração de conteúdos
Sem dúvida, a bola da vez tem sido as “redes sociais”, então começarei por elas. A primeira tendência relacionada às mídias sociais (prefiro assim) está voltada para seu uso atrelado à geração de conteúdos, seja por parte dos internautas ou pelas empresas.
Essa linha traz em si uma enorme oportunidade, se bem assimilada pelas empresas, pois permite ampliar relacionamentos via prestação de serviços, ou seja, a criação e disseminação de conteúdos relevantes e direcionados ao seu público-alvo.
Há inúmeras formas de se fazer isso. Um exemplo: uma loja ou um profissional liberal do setor de arquitetura e decoração pode oferecer dicas em seu site ou blog sobre como utilizar melhor os ambientes, sobre jardinagem, combinações de tecidos e uma infinidade de benefícios que poderão ser oferecidos aos seus clientes, ou prospects, que por meio desse novo canal de relacionamento passarão a interagir e futuramente consumir seus produtos ou serviços.
Segmentação
Outra tendência que está diretamente associada à anterior é a expansão das redes sociais super segmentadas e seu uso publicitário ou comercial. Exemplos não faltam, como a rede Migux do iG, voltada para crianças até onze anos. Ou então a famosa Bolsa de Mulher, entre outras voltadas ao público feminino, além de redes direcionadas ao luxo como a Superexclusivo, ou para a moda, como a ByMK, entre inúmeros outros casos. A divulgação em redes segmentadas traz resultados mais efetivos, como o marketing one-to-ne, tão almejado pelos profissionais de marketing.
Experiência e entretenimento
Ainda sobre redes sociais, outra tendência é seu uso atrelando experiência com entretenimento. Como exemplo há o caso do Nike +, que embora não seja novo é muito atual. Nele a Nike se uniu a outra grande marca, a Apple, para proporcionar uma interação diferenciada, levando música, competição, informação… enfim, uma experiência completa.
Adequação ao público novo na web
Uma tendência também relacionada ao perfil de um público que vem obrigando muitas empresas a se adaptarem é a inserção crescente das classes de baixa renda na web, fazendo com que aquelas redes que têm interesse em vender para esse público busquem facilitar o processo, adequar a linguagem, demonstrar segurança em todos os passos da compra.
Enfim, pensem em toda a usabilidade do site de e-commerce para não perder esse cliente durante a compra e fortalecendo assim os laços com eles.
Para as pequenas e médias empresas, o cenário não poderia ser melhor.
O e-commerce se abre como uma grande opção para trazer novos negócios fora do seu atual alcance geográfico. Por isso já temos observado um movimento de descentralização do varejo online, visto que cada vez mais as micro e pequenas empresas têm buscado conhecimento e parcerias para acelerar sua entrada nesse universo.
E por fim, como não poderia deixar de citar, continuaremos a observar a tendência de conversão de diversos meios para os aparatos móveis, os celulares, que geram maior facilidade de acesso e permanência de contato, visto que acompanham o internauta a todos os lugares.
Esse movimento depende obviamente do crescimento da utilização de smartphones, mas hoje já temos um número expressivo de pessoas acessando a web dos seus celulares. Isso se deve à facilidade gerada de conexão bem como a adaptação veloz dos aparelhos. Aliado a isso, sem dúvida estão as ações de localização geográfica, que possibilitam ofertas e promoções segmentadas por região.
70% não usam o ambiente online
Embora poucos microempresários admitam, a falta de conhecimento sobre as ferramentas da web é a principal causa para não utilizás-la na geração de negócios, além da ausência de estrutura em suas empresas.
Segundo pesquisa realizada recentemente com micro e pequenas empresas paulistanas, 70% delas ainda não fazem nenhum tipo de divulgação online dos seus produtos, bem como não fazem compras ou vendas online.
Para aquelas que utilizam o meio digital para fazer negócios, esse canal já representa, em média, 30% do seu faturamento e, em alguns casos, a internet pode levar até 80% do tráfego de clientes para sua loja física.
Esses números demonstram que há ainda um longo caminho a ser percorrido pelos microempresários, mas já é possível observar bons exemplos.
As empresas que saíram na frente e aprenderam a utilizar a divulgação na Web perceberam que isso é algo viável e têm colhido bons frutos. Quem está fazendo sua “lição de casa” já figura nas primeiras páginas do principal site de buscas da internet, dentro da sua categoria de produtos.
Normalmente me questionam se é possível as pequenas empresas competirem de igual para igual com as grandes na internet. Na verdade, com a internet, a pequena empresa pode até se sobressair, pois mesmo com menor investimento, mas desde que implantando as ações corretamente, ela será encontrada por aqueles que estiverem buscando o seu produto e isso é o que mais importa.
Divulgação
No caso da micro e pequena empresa não é recomendável fazer uma divulgação para quem não é o seu público ou não tem interesse no que ela vende. É isso o que ocorre normalmente com a mídia de massa.
Na web é possível executar ações segmentadas e pagar com base em resultados, como ocorre com os links patrocinados, por exemplo. Isso faz com que os custos sejam menores, pois só se paga quando seu anúncio recebe um clique.
Além disso, há ações que podem ser implantadas de forma mais rápida do que no mundo físico, como o envio de mala direta versus uma campanha de e-mail marketing. Esta última pode trazer melhores resultados, com menor investimento do que a primeira opção, desde que feita de forma adequada.
A união de dois fatores como atendimento a nichos específicos de mercado e investimento em divulgação segmentada já faz com que as pequenas empresas possam competir de forma muito interessante na web. Não quer dizer necessariamente que elas “roubarão” mercado das grandes redes, mas sim que hoje elas podem figurar entre as opções de compra do consumidor.
Um exemplo disso é o caso de alguém que busca acessórios para instalar uma TV de plasma em sua casa. Numa pesquisa na web, com certeza, serão encontradas opções de lojas diferentes das marcas já conhecidas. Muito provavelmente o consumidor vai se deparar com quem é especializado no assunto. O mesmo pode ocorrer quando se busca por fabricantes de móveis infanto-juvenis em determinada cidade do sul do país.
Isso demonstra que produtos ou locais mais específicos podem ser atendidos por determinadas empresas especializadas, ou regionais, e não unicamente pelas grandes redes. E é aí que está o “pulo do gato”.
Fonte: Webinsider
Para criar uma promoção, primeiramente, é necessário elaborar um planejamento. Definir qual o objetivo da promoção, o público, as ações que você irá realizar e como elas serão divulgadas. Também é fundamental que o planejador conheça as leis que regem o mercado promocional para que sua estratégia de venda não se torne uma tremenda “dor de cabeça”.
São várias modalidades promocionais. Algumas promoções comerciais exigem prévia autorização dos órgãos regulamentadores, como sorteio, vale-brinde e concurso. Outras são isentas, como por exemplo, compre e ganhe, brinde “on Pack”, Self Liquidate, entre diversas outras. Existe ainda o concurso cultural, que também não necessita de autorização, mas já possui características que o diferencia dos demais. Todas essas ações, entretanto, devem seguir os critérios específicos e, em alguns casos, a regulamentação previstos na lei.
Atenção às promoções no Twitter. O microblog é apenas um meio de participação, assim como carta, SMS, cadastro em hotsite, game, entre outros. Portanto, o tipo de promoção a ser realizado no Twitter precisa seguir a mecânica e os critérios previstos na legislação promocional.
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Investir em comunicação adequada com seu público não é privilégio apenas das grandes empresas. Mesmo com o orçamento curto e as limitações de um pequeno negócio, é possível inovar e dialogar de forma mais eficaz com quem interessa. Foi assim que o Sindicato dos Representantes Comerciais do Estado do Ceará (Sindvendas) apostou em um programa de comunicação integrada voltado para micro e pequenos empreendedores, o perfil dos seus associados.
“Estávamos sentindo a necessidade de melhorar a comunicação com os nossos associados. Mostrar à categoria todas as vantagens e benefícios de fazer parte do sindicato. Até então, essa era a nossa maior dificuldade. Assim, na tentativa de buscar meios que nos embasassem, conhecemos o Cresça e Apareça“, explica Emanuelle Coelho, assistente de Marketing do Sindvendas. Segundo ela, a inovação na forma de desenvolver as atividades cotidianas é vital. “É a atitude que vai fazer a diferença nessas horas”, afirma.
Apesar da implantação do novo sistema ter acontecido há menos de dois meses, os frutos já começam a ser colhidos: “De lá para cá acrescentamos mais 12 associados à nossa base”, comemora. Conforme Emanuelle, o sistema implantado vem funcionando como um poderoso guia que assessora e direciona melhor quem não tem condições de pagar por uma agência de propaganda ou uma consultoria de marketing, mas sabe da importância desse investimento. “Com esse sistema temos informação suficiente para melhorar as ferramentas já existentes e construir novos instrumentos de marketing para auxiliar na comunicação”, conta.
O retorno foi tanto, explica, que o Sindvendas já está estimulando o uso da ferramenta entre os representantes comerciais. “Isso vai fazer com que eles não fiquem limitados a entregar apenas um cartão de visitas para o cliente”, argumenta.
Fonte: Diário do Nordeste – 10/02/2010
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