Arquivos para janeiro, 2011

  • Para empresas, sites, blogs ou público em geral, cada um com seus objetivos, as vendas nas redes sociais ocorrem de forma indireta.

    Por Ricardo Euclydes Nazar

    As redes sociais são uma boa ferramenta de marketing para as empresas – mas elas vendem?

    Você vai dizer que o foco das redes sociais não é a venda e sim a comunicação (interação) com os clientes e potenciais clientes do seu negócio. Concordo totalmente e tenho tido ótimos resultados com essa forma de trabalho. Mas, elas vendem ou não?

    As redes sociais podem ser usadas de diversas maneiras por uma empresa, sites, blogs e por pessoas que não têm um objetivo “comercial” envolvido. Vejamos:

    Empresas

    As empresas podem ter como objetivo, ao aderir as redes sociais, fazer um atendimento rápido aos seus clientes e monitorar as suas marcas, com o intuito de antecipar alguns fatos indesejáveis ou até mesmo de servir de termômetro de como sua marca/produto está posicionado e sendo visto pelo mercado. Tem também a possibilidade de interagir com o seu público alvo, com promoções, concursos, sorteios, conversas, participações em discussões onde o tema esteja relacionado a um assunto que esteja ligado a sua empresa ou em qualquer outra forma de interação.

    Sites e blogs de conteúdo

    Já os sites e blogs de conteúdo têm pontos que se assemelham aos objetivos das empresas, diferenciando no fato que o produto “vendido” é o conteúdo (artigos, post, vídeos…) gerado, que, assim como um produto físico ou uma prestação de serviço, deve ser de qualidade e diferenciará um site/blog bom de um ruim, um de sucesso e um fracassado. A interação com o público também é fundamental.

    Público em geral

    As pessoas, diferentemente das empresas, site ou blogs têm diversos objetivos ao usar as redes sociais, podendo ser para descontrair, passar o tempo, divertir, conversar com os amigos, fazer o network e muitas outras coisas que variam de acordo com o tempo disponível de cada um ou da criatividade para uso dessas plataformas.

    Agora você deve estar se perguntando o porquê do título desse artigo, quando deveria ser algo como “A importância da interação nas redes sociais”. Mas, fiz essa introdução para responder.

    Para empresas, sites, blogs ou público em geral as redes sociais vendem, mas não da forma direta, as vendas nas redes sociais ocorrem de forma indireta. Abaixo mostro como cada um vende o que tem a oferecer nessa ambiente social.

    Como é com as empresas?

    As empresas vendem seus produtos de várias formas, sendo que a venda inicia no momento em que você começa a interagir com seus seguidores, a oferecer conteúdo importante, que os direcionem para seu site ou que fortaleçam sua empresa.

    E também quando você cria novidades que gerem uma maior visualização da sua marca, seja com vários RT no Twitter, pelo compartilhamento de informações, pelo botão curtir no Facebook ou em comunidades no Orkut.

    Nesta visão, as vendas são consequências da interação da sua empresa e marca com o seu público. Tenho tido resultados bastante favoráveis com as redes sociais Facebook, Twitter e Orkut e vendido muito, sem em nenhum momento precisar  divulgar os produtos da empresa, apenas conversando com o público.

    São várias as vezes que me deparei com vendas provenientes dessas redes, sem mesmo precisar ter contato direto com o comprador, visto nos relatórios do Google Analytics (ferramenta gratuita que permite análises do seu site). Em outros casos tivemos vendas onde o seu início começou nessas plataformas, mas, depois continuamos por outros meios (e-mail, telefone, chat).

    E com os sites e blogs?

    Da mesma forma que a empresa precisa interagir com o seu público, mas o foco não é a venda de produtos e sim de publicidade ou outros meios (ex. e-book com dicas), sendo o ponto principal angariar visitantes ao seu site para vender a publicidade, seja ela por meio de programa de afiliados ou por venda de pacotes publicitários para empresas.

    Assim, da mesma forma que uma empresa, seu site terá que estar sempre em contato com seu nicho e gerando conteúdo de qualidade. Na verdade a primeira coisa que você terá que vender é o seu conteúdo. Trabalhe bons títulos – o título nesse ponto é de fundamental importância, pois é a porta de entrada para o conteúdo.

    Até aí tudo bem, mas uma pessoa, o que ela venderia?

    Com essas mudanças na internet e devido a grande influência da web 2.0 as empresas estão contratando e analisando as pessoas nas redes sociais. Assim, as pessoas também “vendem” a sua marca pessoal (ou marketing pessoal) para as outras pessoas ou empresas. Uma rede social muito usada para isso é o Linkedin.

    E se você não está a procura de um emprego, fica a dica, continue mantendo sua marca pessoal e fique atento ao que se fala nas redes. Já existem várias casos de demissões por conta de comentários na web e não foram contratadas pessoas que participam de determinadas comunidades no Orkut. Eu, como empresa, não iria querer contratar uma pessoa que participa de uma comunidade, por exemplo, chamada “Eu sou muito preguiçoso”.

    [Webinsider]

  • Para engajar pessoas de ações offline para o ambiente online é preciso atender certos requisitos. Para o usuário, o esforço deve ser menor que o benefício.

    Por Eyder Borges

    À primeira vista é bastante óbvia a ideia de atrelar ações no ambiente real às ações no mundo digital e vice-versa, mas a execução da ideia não é tão simples como aparenta ser.

    Antes de quaquer coisa devemos saber por que, enquanto profissionais de marketing digital, nos preocupar em desenvolver ações offline ao invés de focar apenas nas ações que fazem parte do ambiente digital. Não que todas as ações digitais devam ter um “pézinho” no offline, mas em certos casos a associação acelera resultados e aumenta as chances da sua campanha obter sucesso. A seguir coloco alguns pontos que vão esclarecer eventuais indagações.

    1. Informação, conteúdo e entretenimento. Esses são os pilares básicos de qualquer ação 2.0. Sem isso a sua mensagem será mais uma em meio a milhares. Planeje que imagem você deseja passar para o seu target – o entretenimento é uma maneira bastante eficiente de reter atenção das pessoas;

    2. Ações de guerrilha, happening, flash mobs são grandes geradores de entretenimento e por isso possuem grande capacidade de se tornar virais;

    3. Fazer uma ação mista, com mídias tradicionais (TV, rádio, jornal, outdoor, revista) incentivando o uso de canais digitais, pode trazer um ótimo retorno de share, aumento nas vendas e melhorar a participação de mercado. O contrário também é bastante pertinente – fazer com que ações digitais ganhem as ruas. Ou seja, convocar os clientes que fazem parte das suas comunidades digitais a comparecer e divulgar eventos, ações sazonais. Mas lembre-se: “o esforço deve ser sempre menor que o benefício”. Levando isso em consideração as chances de obter sucesso são grandes;

    4. Se aproveite do contexto. Seja ele físico ou social, o contexto sempre foi um grande aliado em fazer campanhas digitais e offline ganharem notoriedade, e melhor ainda, espontaneamente. Um grande exemplo que costumo citar sempre é a campanha da marca americana Ecko, que se utilizou do contexto do ataque as torres gêmeas para lançar a sua campanha “Still Free”. Caso não conheça, assista o vídeo aqui;

    5. O autor Seth Godin cita em seu livro “Unleashing the Idea virus” alguns preceitos básicos para aumentar a capacidade de viralização de uma mensagem:

    • As pessoas precisam compreender a mensagem;

    • Precisam sentir vontade de espalhá-la;

    • Devem acreditar que espalhar a ideia vai aumentar seu poder (reputação, receita, amizades);

    • O esforço necessário para enviar a mensagem deve ser menor que os seus benefícios.

    Levando em consideração os pontos enumerados acima será mais fácil fazer com que suas ações offline obtenham sucesso na internet.

    Fonte: [Webinsider]

  • O Acervo Publicitário tem dado uma relevante contribuição para a formação profissional de publicitários, contatos de Marketing, Designs, entre outros profissionais de áreas relacionadas à comunicação. O site possui um significativo acervo com assuntos criativos e conteúdos relevantes que todo profissional das áreas citadas deve acompanhar.

    Abaixo, reproduzimos uma recente postagem do Acervo Publicitário sobre os “10 erros mais cometidos na criação publicitária”. As dicas são indispensáveis para o processo de criação publicitária e, da mesma forma, relevantes para os profissionais de marketing, que precisam ter o preparo necessário para aprovar corretamente de acordo com as estratégias de comunicação da empresa.

    1. Iniciar o processo de criação sem um objetivo. Invista um bom tempo esmiuçando o brief, converse com o cliente se possível, e procure saber o máximo que puder sobre o público, a concorrência e os objetivos do cliente e do produto ou serviço.

    2. Criar “no vácuo”. Conheça a concorrência e o cenário no qual o produto ou serviço estão. E não se limite a ler o brief: uma pesquisa por conta própria pode dar boas pistas. Isso proporcionará idéias menos genéricas e soluções mais consistentes.

    3. Não ser capaz de responder à pergunta “mas… por que?” Embora os processos de geração de ideias sejam essencialmente espontâneos, é preciso que as decisões tomadas tenham alguma base. É muito fácil ter uma peça reprovada pelo cliente quando as justificativas parecem esbarrar no gosto pessoal. E a propósito: “porque Deus quis” não é um argumento sólido.

    4. Ir para o computador cedo demais. Computadores são ótimos para fazer exatamente o que você manda que façam – e isso é ruim para a criação, que se alimenta também do erro, do traço livre e da casualidade. Além do mais, como o computador torna fácil alterar o trabalho, a tentação de entrar num loop de tentativa-e-erro é grande, fazendo com que o processo vire uma grande experimentação aleatória sem propósito.

    5. Deixar de escutar uma opinião com base em quem a deu. Engula o ego e escute. Pode-se aprender muito com as fontes mais inesperadas.

    6. Escolher mal a tipografia e os recursos gráficos. Essencialmente, não existe não-intencionalidade numa peça publicitária. Pense no resultado que uma escolha de fonte ou imagem poderá causar. Ela quer dizer algo quer você não tinha em mente que dissesse? A melhor opção é uma foto ou uma ilustração? Qual o impacto da escolha da fonte? Pense globalmente.

    7. Desconsiderar as aplicações da peça. O método de produção, o tipo de mídia, o ponto de exposição – tudo isso influi no modo como a peça será percebida. Criar para um cartaz de corredor de universidade não é como criar para um anúncio de revista, uma empena, uma CEMUSA (mobiliário urbano) ou um adesivo. É preciso pensar em como o público será “pego” pela peça.

    8. Usar macetinhos ou recursos prontos de softwares. No princípio era o page curl. E o diretor e arte viu que era bom (mentira), e se regozijou. E veio o drop shadow. E o glow. E os bevels. E há pouco tempo, os brushes. Esses recursos todos costumam soar falsos e batidos, e poucas vezes são usados como solução real, e não como “recurso que estava lá praticamente pedindo para ser usado”. Lembre-se da oração da Serenidade: ter forças para fazer o que deve ser feito, resignação para aceitar o que não pode ser mudado, e nunca, nunca, nunca, nunca, nuca mais usar efeitinhos prontos gratuitamente.

    9. Mostrar opções demais para o cliente. Além de agilizar o processo de seleção, evita passar ao cliente a ideia de que você mesmo não tem muita certeza quanto a qual caminho seguir. Também reduz a probabilidade de surgirem as peças Frankenstein, nas quais o cliente pede “o título dessa com a imagem daquela, o texto de apoio daquela outra, com as cores da primeira e a tipografia da última”.

    10. Mostrar para o cliente opções que você não quer que ele escolha. Há uma história envolvendo o arquiteto americano Frank Lloyd Wright e um jardim de inverno que teria sido colocado em um projeto apenas para que o cliente o cortasse, achando assim que havia participado da idéia. Isso pode ser um recurso interessante, mas também pode ser um senhor tiro-no-pé. Para que correr o risco? Se não quer que ele escolha, não mostre a ele.

    Fonte: Acervo Publicitário

  • A alma do negócio não é a propaganda. A alma do negócio é o próprio negócio.

    As agências deverão evoluir para o papel de ajudar as empresas a ouvir e entender o que os prosumidores* estão dizendo a respeito de seus produtos e serviços.

    Por Pedro Cordier

    Á medida que o acesso à informação se propaga e à medida que o consumidor de outrora começa a dar lugar ao prosumidor, esse consumidor pró-ativo, produtor de conteúdo, conectado e bem informado, a propaganda que vemos hoje torna-se cada dia menos relevante.

    O atendimento, a preocupação com os detalhes, um produto bem acabado, um serviço bem feito… nem toda propaganda do mundo compensa um produto ruim!

    O dono de loja, o empresário, o cliente da agência de propaganda, todos devem investir, cada centavo, em qualidade e em relacionamento com o cliente!

    Segundo Jeff Jarvis, no livro “O que a Google Faria”, “a propaganda deve nos informar sobre um produto ou seu preço, para que possamos economizar esforço, tempo e dinheiro na busca por ele. Se a meta dos consumidores é reduzir os custos de transação – o esforço de encontrar o produto certo, pelo preço certo – a própria internet não substitui a propaganda? Com freqüência, sim!”

    E as agências de propaganda tradicionais? Vão acabar? Se adaptar? Se transformar? O intermediário, que cria dificuldade para vender facilidade, está com os dias contados na era da conectividade! As agências de propaganda precisam, urgentemente, aprender, desaprender e reaprender.

    “Toda novidade passa pelo processo de aprendizado. Precisamos estar atentos às questões como inovação, empreendedorismo, criação e adaptabilidade, pois somente acompanhar as mudanças já não basta. Temos que tomar consciência de que somos parte integrante dessas mudanças”.Pedro Cordier, especialista em comunicação, criatividade e conectividade.

    Os anunciantes estão começando a aprender que o seu grande diferencial não está no slogan criativo, mas na transparência. É uma questão de relacionamento, não de mensagem!

    “A mensagem fundamental do marketing deve mudar de queremos seu dinheiro para compartilhamos seus interesses”.Christopher Locke, no livro Gonzo Marketing.

    O papel das agências digitais será o de ajudar as empresas a ouvir o que os prosumidores estão dizendo a respeito de seus produtos e serviços. Exemplos:

    • Fazendo análise de dados, mensurando e criando redes calcadas na transparência.

    • Ajudar no lançamento de produtos, de preferência, com a utilização de crowdsourcing, o que contribui para a criação de relacionamentos verdadeiros.

    • Auxiliar no entendimento e utilização das plataformas sociais;

    • Produzir informação e conteúdo para as diversas telas.

    • Desenvolver aplicativos úteis, que realmente possam facilitar a vida do usuário…

    “Mercados são conversas.” The Cluetrain Manifesto, trabalho sobre a era da internet, em 2000.

    Se a mudança, em si, para muitas pessoas, já é um processo doloroso, imagine a total perda do controle?

    No final de 2010, em conversa com um conhecido dono de agência da capital baiana sobre o futuro das agências de propaganda, disse a ele que a agência de propaganda não estava mais no controle. Disse ainda que, na verdade, sequer o cliente dele (o anunciante) estava no controle… quem estava assumindo o controle de tudo era o prosumidor, que, num piscar de olhos, poderia se reunir e manifestar-se contra a favor dessa ou daquela organização, causando um impacto jamais imaginado em outros tempos menos conectados.

    Para minha surpresa, a sua resposta foi muito mais consciente do que eu imaginava. Disse ele: “Se eu não procurar observar, entender e me tornar parte dessa mudança, isso aqui tudo (apontando para a bonita e confortável sala de reunião em que estávamos e para os demais departamentos, porta afora…) vai, simplesmente, desaparecer”.

    Fonte: Webinsider

    *Prosumidores: Do inglês prosumer – fusão de producer (produtor) e consumer (consumidor).

  • O CHMKT postou uma microssérie sobre estratégia criativa que posteriormente foi reunida em um PDF e disponibilizado para download. O conteúdo tem referências da Merry Baskin – referência mundial em planejamento – e traz ótimas dicas para o desenvolvimento de estratégias criativas. A primeira parte fala sobre as habilidades necessárias para se chegar a boas estratégias criativas, a segunda conta os passos para o seu desenvolvimento, e a terceira destaca técnicas e ferramentas. Vale a pena conferir!

    Download!

  • O blog Erros de Marketing foi criado no ano passado (2010) com o objetivo de mostrar casos de possíveis erros de execução, estratégia e planejamento de marketing, e até mesmo casos que não tiveram muita sorte e fatores externos impactaram negativamente a marca.

    Dessa forma, discutir ações que não foram bem sucedidas pode nos incentivar a refletir e ter, cada vez mais, um pensamento crítico na hora de criar, aprovar, planejar ou, simplesmente, avaliar as ações de marketing que vemos por aí.

    Abaixo trazemos o último post do blog com o TOP 10 de Erros de Marketing de 2010.

    Relembre:

    1) PÃO DE AÇÚCAR ELIMINA O BRASIL DA COPA DO MUNDO:

    O anúncio do hipermercado Extra (patrocinador da seleção) na Folha de São Paulo lamenta a saída do Brasil da Copa, antes de termos perdido o jogo. O grupo Pão de Açúcar se justificou falando que a culpa foi do jornal e Abílio Diniz, fundador do grupo, se desculpou no Twitter.


    2) NESTLÉ LANÇA BEBIDA ALPINO SEM ALPINO:

    A Nestlé laçou uma linha de bebidas prontas chamada “Fast” e uma delas era de Alpino. Ou melhor, sabor Alpino, já que a própria embalagem dizia que o produto não continha Alpino. O caso gerou reclamações no CONAR e manifestos na internet. A empresa foi notificada, precisou se desculpar em público e mudar o rótulo do seu produto.

    3) TOYOTA FAZ RECALL MONSTRUOSO:

    No ano de 2010 a Toyota passou tantos recalls que precisou suspender a sua produção mundial até que todos os defeitos fossem identificados. Na internet, foram inúmeros comentários sobre o caso. A cotação das ações da empresa caiu significativamente.

    Mas não foi só a Toyota que precisou fazer recall. Muitas outras empresas de veículos também precisaram realizar esta operação.

    4) O “TCHÓ TCHÓ” DA HYUNDAI NA COPA DO MUNDO:

    A montadora fechou um super patrocínio pra Copa e gastou milhões para divulgar uma campanha que tentava criar uma nova maneira pra torcer nos jogos. A idéia não pegou e ainda virou chacota.


    5) PROMOÇÃO DA P&G COLOCA MEDO NA POPULAÇÃO:

    A P&G, eleita anunciante do ano, decidiu fazer sua primeira grande campanha corporativa no Brasil esse ano. Fechou a ação do “avião do Faustão”, um remake da antiga promoção do caminhão. Tudo parecia ir bem até a empresa decidir espalhar caixas que supostamente teriam caído de aviões no meio da cidade do Rio de Janeiro. O problema é que isso aconteceu bem no momento em que o Rio passava por um período de extrema insegurança com o conflito entre policiais e traficantes. Resultado: a população ficou com medo, o esquadrão antibomba foi chamado e a imagem rodou todos os noticiários policiais do país.

    ….

    6) VOLVO E AUDI PASSAM MUITA VERGONHA:

    Falhar em uma apresentação ao vivo para a imprensa sobre seu novo dispositivo de segurança parece filme, mas isto aconteceu de verdade. Em demonstração do novo Audi, o carro capotou ao vivo e trouxe problemas graves para a imagem da Volvo.

    7) PROMOÇÃO DA NESTLÉ COM BICHINHOS VIROU MICO:

    Depois de criar uma pequena novela sobre bichinhos da flores nos intervalos da novela das 8, da rede Globo, a Nestlé começou a vender esses bichinhos por “apenas” R$27 em produtos + R$27. Sobrou bichinho e a promoção foi prolongada pro Natal e o preço abaixou. Mas os bichinhos ainda continuam encalhados nas lojas.

    8.) BURGER KING É FLAGRADO COM QUEIJO VENCIDO:

    Enquanto estava veiculando uma grande campanha sobre o queijo que estava em um novo sanduíche, uma lanchonete da rede no Rio de Janeiro foi flagrada usando queijo vencido. O caso foi noticiado até no Fantástico.

    9) CHUVA DE TWIX VIROU GAROA:

    A Mars programou uma super distribuição de Twix na avenida Paulista, em São Paulo, mas as máquinas emperraram e os consumidores viram, na verdade, um chuva de papel e uma “garoa” de chocolate.

    10) CAMPANHA DA TOPPER SOBRE A INVENCIBILIDADE DO FUTSAL BRASILEIRO

    A Topper, patrocinadora da seleção brasileira de futebol de salão, resolveu fazer uma campanha forçando o jargão “mas neeeem se o Brasil perder no futsal”. Tudo a ver, já que a equipe estava há invicta há quase 160 jogos! Mas a empresa só não esperava que a seleção perderia dias depois da campanha ser veiculada.

    Veja o Filme.

    Fonte: Erros de Marketing

  • Com medo de fazer diferente, anunciantes e agências veiculam mais do mesmo. Repetem o que faz sucesso e até o que não faz. E esperam resultados diferentes.

    Por Igor Novelli

    Já começa chavão. Falo do título acima. O que sobra na publicidade hoje em dia são novos conceitos em alguma coisa. Não é de hoje que eu reparo na uniformidade dos textos publicitários. Se não soubesse como a coisa funciona, diria que a maioria dos anúncios que encontro por aí foi produzida em série, como numa indústria.

    E a crítica não se faz apenas ao varejão, rei das ideias batidas e visto com relativo desprezo até dentro das agências. A publicidade brasileira, como um todo, está engessada. Foi estabelecido um padrão.

    Alguém dirá “Ah, mas você viu o resultado da propaganda brasileira em Cannes?”. O que eu vejo é o resultado da propaganda brasileira nas ruas. Não adianta muita coisa ser gênio entre os gringos e medíocre aos olhos do consumidor.

    Aqui, os cases de propaganda mais lembrados pelas pessoas ainda são, praticamente todos, do século passado. É mais fácil relembrar o tio da Sukita, a camisa do Fernandinho ou o primeiro sutiã do que buscar na memória o que foi ao ar ontem no intervalo da novela. É uma discussão relevante que renderia outra coluna, mas nesta o importante é retomar o parágrafo anterior.

    Dizia que foi estabelecido um padrão no texto publicitário. Isto colocado, veio a dúvida: será que o problema é restrito apenas aos redatores? Como pertenço à classe, me salta à vista cada frase sem sal, cada expressão manjada que se publica por aí. Reparei no resto.

    Sim, a industrialização se estende por todas as áreas da publicidade, em todos os departamentos, em todas as mídias. Até na internet, que ofereces infinitas possibilidades, o que mais se vê é uma repetição da mediocridade reproduzida no offline. Medíocre, importante dizer, é o que está na média. Não digo que a publicidade por aqui seja ruim. Pior que isso: é igual.

    Com medo de fazer diferente, anunciantes e agências veiculam mais do mesmo. Repetem o que faz sucesso e até o que não faz. Apostam no politicamente correto, no que já foi feito e testado antes, mas esperando resultados diferentes. No final das contas, o que fica para o consumidor é uma enorme maçaroca homogênea de informação que influencia muito pouco a decisão final.

    Deveria ser o contrário. O bom publicitário deve se policiar dia e noite para fugir do que foi criado pelos outros. Meu concorrente diz A; me sobra do B ao Z. Por que repetir o A? Para acertar junto com ele? Ainda que A pareça a melhor saída, na prática não é. Trata-se de uma questão lógica: se duas empresas repetem o mesmo discurso, para efeito de escolha, é como se ambas não dissessem nada.

    Aí vira loteria. Uma vez que o discurso não cria diferencial, o cliente pode comprar pelo preço, pode abraçar a marca concorrente pelo design do produto, como também pode dar ouvidos à indicação de um vendedor e optar por outra marca que sequer anuncia.

    O fato é que a essa altura do campeonato a propaganda já ficou para lá de irrelevante. E falando em campeonato, uma pertinente citação do futebol para encerrar o texto. Diz o professor Wanderley Luxemburgo: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. Na publicidade, isso nunca foi tão verdadeiro quanto hoje.

    Fonte: [Webinsider]

    Outro artigo pertinente ao assunto. Washington Olivetto fala a diferença entre Criativo e “Criativoso”

  • Sete em cada dez empresas que atuam no mercado popular admitem existir algum tipo de preconceito ou resistência interna em suas organizações para atender o consumidor de baixa renda, informa reportagem de Claudia Rolli para a Folha.

    Somente 20% dos profissionais consideram estar de fato preparados para fazer negócios em um mercado que movimenta cerca de R$ 900 bilhões, se considerada somente a massa de renda dos brasileiros das classes C (com renda familiar de 3 a 10 salários mínimos) e D (1 a 3).

    Os resultados são apontados em pesquisa realizada, a pedido da Folha, pelo Instituto Data Popular, especializado em baixa renda. No levantamento foram ouvidos 117 executivos, em cargos de comando, de cem empresas com faturamento anual a partir de R$ 100 milhões e que já oferecem produtos e serviços para a nova classe média.

    Fonte: Folha

  • Década de ouro

    Depois de um longo período de estagnação da economia, o Brasil vivenciou mudanças amplas e profundas na última década que o tornaram forte economicamente e proporcionaram, pela primeira vez na sua história, a inserção social de ampla parcela da população.

    Crescimento econômico acima de 4% ao ano, multiplicação de empregos, acesso ao crédito e elevação da renda estão reproduzindo no país um fenômeno típico de sociedades avançadas: a criação de um mercado consumidor de massa, forte e cada vez mais complexo.

    Nessa ultima década, mais de 25 milhões de brasileiros cruzaram a linha da pobreza e outros 30 milhões ascenderam à classe média. O desemprego encerra 2010 com o menor índice de sua história, chegando a 5,7%. Tudo isso aliado a um aumento real da renda que hoje faz a classe C ser a maior consumidora de eletroeletrônicos do País e a maior compradora de imóveis.

    Milhões de brasileiros têm aproveitado o bom momento da economia para elevar, pela primeira vez, a sua qualidade de vida através do acesso a bens de consumo. Com uma população mais madura e com mais renda, o Brasil também passou a ter consumidores mais exigentes em qualidade (de produtos, serviços, imagem, comunicação, etc).

    O Novo consumidor brasileiro

    O consumidor brasileiro nunca foi tão vigoroso. Esse novo perfil de consumidor gera impacto no mercado, no comportamento de consumo e, claro, nos seus negócios.

    Entenda melhor algumas tendências desse novo consumidor brasileiro:

    - Possui maior poder de consumo e mais exigência de qualidade;

    - Fatores como proximidade geográfica e o relacionamento com o cliente estarão ligados na hora da venda;

    - Os jovens da baixa renda são mais escolarizados do que seus pais. E também são mais independentes que os jovens da classe AB;

    - A internet é o meio de comunicação mais usado entre os jovens internautas da classe média;

    - 66% da classe C tem acesso à internet (eram 33% em 2003). O acesso à tecnologia é uma oportunidade de investimento em conhecimento, entretenimento e lazer;

    - O avanço das mulheres no mercado de trabalho cresce a cada ano e está criando novos padrões de consumo e comportamento. A perspectiva de venda dos produtos dedicados ao público feminino é grande;

    - O consumo das pessoas que moram sozinhas vem crescendo em média 6% ao ano. Elas são responsáveis por 40% do aumento das vendas de produtos práticos e em porções individuais;

    - Mais consumidores de meia-idade. Eles são mais ricos. Essa faixa etária corresponde a 43% da classe de renda mais alta (acima de dez salários mínimos) no total da população, são 23%. São também mais empreendedores: entre os maiores de 50 anos, 33% trabalham por conta própria, no conjunto da população, a proporção é de 19%.

    São esses consumidores que ditarão as regras de um mercado que está próximo de chegar a 1 trilhão de dólares por ano e, com crescimento médio de 4,7% ao ano (até 2020), estima possuir, nos próximos 15 anos, uma classe de 100 milhões de novos consumidores.

    Novo Consumidor. Nova comunicação.

    Essas mudanças no comportamento dos novos consumidores obrigarão as empresas a adaptar suas linhas de produtos às novas tendências de consumo. Também será imprescindível que as marcas reformulem a maneira como se comunicam. O grande desafio hoje é vender a um público super conectado (internet, celular), mais consciente e mais preocupado com o seu dinheiro, mas que continua querendo comprar as marcas líderes das categorias. É preciso saber muito bem “como” e “onde” comunicar-se com o seu público para se ter um nível de competitividade mais elevado e conseguir conquistar o consumidor.

    2011 inicia uma nova década que terá consumidores cada vez mais conectados, informados, conscientes e exigentes. Portanto, trace os seus objetivos, elabore o seu plano de ações de comunicação e marketing e fique sempre atento às tendências e oportunidades do mercado para potencializar os seus negócios.

    Feliz 2011!

    Fontes:

    http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_276889.shtml

    http://www.slideshare.net/bertolla/a-nova-classe-c

    http://www.profcordella.com.br/unisanta/textos/emp22_consumidor_brasileiro_tendencias.htm

    http://www.istoe.com.br/reportagens/117225_PRONTO+PARA+LEVANTAR+VOO

    http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/novo-consumidor-exige-uma-nova-comunicacao/35682/