Por Mauricio Salvador
O uso das redes sociais vem ganhando cada vez mais força. Porém seu crescimento traz também algumas dores de cabeças para as empresas, pois muitas ainda não têm uma política definida para o uso dessas redes por seus colaboradores e tampouco uma pessoa dedicada a trabalhar a imagem das suas marcas e dos produtos, nesse ambiente colaborativo.
Muitos executivos usam serviços como blogs, microblogs, comunidades virtuais e compartilhamento de vídeos para fins pessoais. É importante que estejam atentos às mensagens que vão transmitir por ali, uma vez que em tempos de social media, as suas imagens corporativas e pessoais acabam se fundindo e algumas situações podem se tornar constrangedoras para o empregado e para a empresa.
Segue uma breve lista de vinte dicas de coisas que empresas não devem fazer em social media:
1. Comentários sobre times, religiões e política: se você tem um cargo de nível gerencial para cima e usa blogs e comunidades virtuais, resista à tentação de fazer postagens sobre assuntos que geram polêmica, principalmente esses três. Já houve casos de demissões no alto escalão de empresas brasileiras por esse motivo.
2. Postar apenas elogios ao seu produto: se você ou sua empresa tem um blog para divulgar produtos ou serviços, use-o para isso. Mas, além do que referente a seus produtos, crie também conteúdos e postagens onde os leitores vejam valor. Use um percentual de 20/80, ou seja, 20% de postagens comerciais para 80% de conteúdo informativo e educativo.
3. Não acompanhe resultados: em internet é possível medir tudo. Portanto use e abuse das ferramentas disponíveis para entender melhor o que está dando certo e onde seus clientes estão interagindo.
4. Discordar publicamente de um cliente: lembre-se da máxima: “o cliente tem sempre razão”. Principalmente em redes sociais, discordar publicamente pode despertar fúria e trazer outros consumidores insatisfeitos que abraçarem a causa do cidadão em questão. Abra um canal em “off” para conversar com o cliente.
5. Apagar comentários críticos (apague apenas spam, linguagem chula e material ofensivo): críticas, quando construtivas devem ser bem vindas. Sua audiência vai perceber se só houver comentários de elogios, portanto encare as críticas como uma forma de fortalecer e incentivar a confiança em suas postagens.
6. Usar os modelos de layout padrão que as redes sociais oferecem: blogs, microblogs e páginas de fãs podem ser criadas rapidamente usando o modelo padrão. Se o seu tem fins comerciais, crie o seu próprio modelo e leve para lá a identidade visual de sua empresa.
7. Encher suas páginas com widgets ( componentes de software que viabilizam a interação com o usuário. Ex: botões, ícones, etc): resista à tentação de encher seu blog com widgets. Procure limitar seus widgets a links para outras redes sociais, formulário para captura de e-mails e links para outros blogs.
8. Não usar feeds: feeds são ótimos para manter sua audiência engajada e atualizada sobre as novidades de seu blog ou de seu site. Use-os.
9. Não usar formulários para capturar e-mails: muitos visitantes querem receber atualizações ou mais informações por e-mail. Use formulários em seu blog e sua página de fãs para que eles possam se inscrever.
10. Escrever com erros de português: evite usar abreviações do tipo: vc tb viu o que escrevi? O português bem escrito transmite credibilidade e ajuda os spiders dos buscadores a entenderem melhor o que você disse.
11. Usar um endereço de blog que não seja um domínio ou subdomínio próprio: você pode usar uma plataforma como o Blogger ou Wordpress, mas tenha um domínio ou subdomínio próprio, do tipo ww.seublog.com.br ou blog.seusite.com.br. Custa menos de R$ 80 por ano!
12. Tentar fazer com que sua empresa seja “amiga” das pessoas: algumas empresas criam perfis como se fossem “gente” e depois ficam adicionando amigos. Prefira criar páginas de fãs.
13. Achar que tudo se limita a Facebook, Twitter, Orkut e blog: há dezenas de outras redes sociais interessantes e muito usadas. Esteja presente em pelo menos dez delas e faça atualizações frequentes. Meça os resultados.
14. Não compartilhar postagens de outros seguidores: compartilhar postagens de outros blogs, miniblogs, comunidades, etc, é uma forma de mostrar engajamento e interesse pelas pessoas. Não se restrinja apenas ao que você tem a dizer. Compartilhe.
15. Escrever textos longos: escreva em tópicos e textos de fácil leitura. Caso tenha informações mais detalhadas sobre aquele assunto, indique um link para o site.
16. Achar que vídeo online é só postar seus comerciais da TV: os vídeos online são uma febre que veio pra ficar. Mas a maioria das pessoas não quer ver propagandas, elas querem se divertir, aprender ou se informar. Portanto, além de suas propagandas, faça vídeos do tipo tutoriais, de entretenimento ou simplesmente informativos, com no máximo três minutos cada. Se precisar de mais tempo, quebre em um ou mais vídeos.
17. Ficar na muito na defensiva: não discordar publicamente não significa que você não deva defender suas ideias. Faça-o de forma construtiva, positiva e com bom humor.
18. Começar relacionamentos tentando vender seus produtos: imagine-se em um grupo de amigos numa festa e de repente alguém entra na conversa tentando vender algo. Não seria desagradável? Nas redes sociais é a mesma coisa; as pessoas estão em rodas de conversas. Entre oferecendo informações interessantes e aos poucos vá colocando seu conteúdo comercial. Demora mais, mas traz resultados mais duradouros.
19. Achar que você sabe muito mais que os participantes das suas comunidades e não fazer perguntas: use as conversas para questionar e incentivar as pessoas a compartilhar conhecimentos. Compartilhe informações de outros usuários (item 14).
20. Não registrar seus sites nos mecanismos de busca: não fique sentado esperando os robôs de buscas encontrarem você. Faça o cadastro de seus sites nos buscadores. Não use empresas que dizem “cadastrar seu site em três mil buscadores”; isso é spam e você acabará sendo punido ao invés de alcançar boas colocações. Faça você mesmo ou peça para sua agência. É trabalhoso, mas traz excelentes resultados.
Fonte: Webinsider
Há espaço no ambiente online para pequenas empresas especializadas que conseguem atender nichos específicos de mercado e investem em divulgação segmentada.
Por Sandra Turchi
A palavra “tendências” sempre gera certa polêmica, pois cada um tem a sua opinião. De qualquer forma, uma tendência nada mais é do que a observação sobre movimentos percebidos que, após análise, proporcionam caminhos prováveis.
Feita essa breve introdução, vou pontuar a seguir algumas dessas possibilidades para as estratégias de marketing no universo digital, bem como para o e-commerce.
Geração de conteúdos
Sem dúvida, a bola da vez tem sido as “redes sociais”, então começarei por elas. A primeira tendência relacionada às mídias sociais (prefiro assim) está voltada para seu uso atrelado à geração de conteúdos, seja por parte dos internautas ou pelas empresas.
Essa linha traz em si uma enorme oportunidade, se bem assimilada pelas empresas, pois permite ampliar relacionamentos via prestação de serviços, ou seja, a criação e disseminação de conteúdos relevantes e direcionados ao seu público-alvo.
Há inúmeras formas de se fazer isso. Um exemplo: uma loja ou um profissional liberal do setor de arquitetura e decoração pode oferecer dicas em seu site ou blog sobre como utilizar melhor os ambientes, sobre jardinagem, combinações de tecidos e uma infinidade de benefícios que poderão ser oferecidos aos seus clientes, ou prospects, que por meio desse novo canal de relacionamento passarão a interagir e futuramente consumir seus produtos ou serviços.
Segmentação
Outra tendência que está diretamente associada à anterior é a expansão das redes sociais super segmentadas e seu uso publicitário ou comercial. Exemplos não faltam, como a rede Migux do iG, voltada para crianças até onze anos. Ou então a famosa Bolsa de Mulher, entre outras voltadas ao público feminino, além de redes direcionadas ao luxo como a Superexclusivo, ou para a moda, como a ByMK, entre inúmeros outros casos. A divulgação em redes segmentadas traz resultados mais efetivos, como o marketing one-to-ne, tão almejado pelos profissionais de marketing.
Experiência e entretenimento
Ainda sobre redes sociais, outra tendência é seu uso atrelando experiência com entretenimento. Como exemplo há o caso do Nike +, que embora não seja novo é muito atual. Nele a Nike se uniu a outra grande marca, a Apple, para proporcionar uma interação diferenciada, levando música, competição, informação… enfim, uma experiência completa.
Adequação ao público novo na web
Uma tendência também relacionada ao perfil de um público que vem obrigando muitas empresas a se adaptarem é a inserção crescente das classes de baixa renda na web, fazendo com que aquelas redes que têm interesse em vender para esse público busquem facilitar o processo, adequar a linguagem, demonstrar segurança em todos os passos da compra.
Enfim, pensem em toda a usabilidade do site de e-commerce para não perder esse cliente durante a compra e fortalecendo assim os laços com eles.
Para as pequenas e médias empresas, o cenário não poderia ser melhor.
O e-commerce se abre como uma grande opção para trazer novos negócios fora do seu atual alcance geográfico. Por isso já temos observado um movimento de descentralização do varejo online, visto que cada vez mais as micro e pequenas empresas têm buscado conhecimento e parcerias para acelerar sua entrada nesse universo.
E por fim, como não poderia deixar de citar, continuaremos a observar a tendência de conversão de diversos meios para os aparatos móveis, os celulares, que geram maior facilidade de acesso e permanência de contato, visto que acompanham o internauta a todos os lugares.
Esse movimento depende obviamente do crescimento da utilização de smartphones, mas hoje já temos um número expressivo de pessoas acessando a web dos seus celulares. Isso se deve à facilidade gerada de conexão bem como a adaptação veloz dos aparelhos. Aliado a isso, sem dúvida estão as ações de localização geográfica, que possibilitam ofertas e promoções segmentadas por região.
70% não usam o ambiente online
Embora poucos microempresários admitam, a falta de conhecimento sobre as ferramentas da web é a principal causa para não utilizás-la na geração de negócios, além da ausência de estrutura em suas empresas.
Segundo pesquisa realizada recentemente com micro e pequenas empresas paulistanas, 70% delas ainda não fazem nenhum tipo de divulgação online dos seus produtos, bem como não fazem compras ou vendas online.
Para aquelas que utilizam o meio digital para fazer negócios, esse canal já representa, em média, 30% do seu faturamento e, em alguns casos, a internet pode levar até 80% do tráfego de clientes para sua loja física.
Esses números demonstram que há ainda um longo caminho a ser percorrido pelos microempresários, mas já é possível observar bons exemplos.
As empresas que saíram na frente e aprenderam a utilizar a divulgação na Web perceberam que isso é algo viável e têm colhido bons frutos. Quem está fazendo sua “lição de casa” já figura nas primeiras páginas do principal site de buscas da internet, dentro da sua categoria de produtos.
Normalmente me questionam se é possível as pequenas empresas competirem de igual para igual com as grandes na internet. Na verdade, com a internet, a pequena empresa pode até se sobressair, pois mesmo com menor investimento, mas desde que implantando as ações corretamente, ela será encontrada por aqueles que estiverem buscando o seu produto e isso é o que mais importa.
Divulgação
No caso da micro e pequena empresa não é recomendável fazer uma divulgação para quem não é o seu público ou não tem interesse no que ela vende. É isso o que ocorre normalmente com a mídia de massa.
Na web é possível executar ações segmentadas e pagar com base em resultados, como ocorre com os links patrocinados, por exemplo. Isso faz com que os custos sejam menores, pois só se paga quando seu anúncio recebe um clique.
Além disso, há ações que podem ser implantadas de forma mais rápida do que no mundo físico, como o envio de mala direta versus uma campanha de e-mail marketing. Esta última pode trazer melhores resultados, com menor investimento do que a primeira opção, desde que feita de forma adequada.
A união de dois fatores como atendimento a nichos específicos de mercado e investimento em divulgação segmentada já faz com que as pequenas empresas possam competir de forma muito interessante na web. Não quer dizer necessariamente que elas “roubarão” mercado das grandes redes, mas sim que hoje elas podem figurar entre as opções de compra do consumidor.
Um exemplo disso é o caso de alguém que busca acessórios para instalar uma TV de plasma em sua casa. Numa pesquisa na web, com certeza, serão encontradas opções de lojas diferentes das marcas já conhecidas. Muito provavelmente o consumidor vai se deparar com quem é especializado no assunto. O mesmo pode ocorrer quando se busca por fabricantes de móveis infanto-juvenis em determinada cidade do sul do país.
Isso demonstra que produtos ou locais mais específicos podem ser atendidos por determinadas empresas especializadas, ou regionais, e não unicamente pelas grandes redes. E é aí que está o “pulo do gato”.
Fonte: Webinsider
“Deixe um scrap pra mim”. Cada vez menos essa expressão é usada mundo afora. A bola da vez é saber se fulano, siclano ou outras 520 milhões de pessoas “curtiram” as mensagens que você escreve no dia a dia das redes sociais. Isso porque o reinado do Orkut acabou em vários países, dando o posto para o Facebook. Isso só não aconteceu em um único país: o Brasil. A informação é de Alec Duarte, da Folha.com.
Até pouco tempo atrás, o Orkut, criado em 2004 por um turco com o mesmo nome, era hegemônico num grupo populoso em que constavam também o vizinho Paraguai, Índia, Iraque e Paquistão. Mas esses países se renderam ao fenômeno criado por Mark Zuckerberg, eleito Personalidade do Ano, e vencedor nesta espécie de “War das redes sociais”.
Mas, apesar da força externa do Facebook, no Brasil o páreo vai ser duro. Números apresentados recentemente confirmam que há mais de 30 milhões de perfis por aqui, liderança que dificilmente será ameaçada pelos menos tendo em vista os próximos meses. A Índia foi um dos últimos países em que o Orkut perdeu a batalha.
Fonte: Adnews
Veja o mapa da presença das redes sociais pelo mundo, organizado periodicamente por Vincenzo Cosenza. Os países estão pintados de acordo com a cor daquela que é a principal rede social em cada lugar. De acordo com o mapa, os países que ficam fora dos domínios do Facebook entre os maiores mercados são Brasil, China, Rússia e Japão.
Fonte: Brainstorm
De todas as vendas de eletrônicos e eletrodomésticos do ano de 2010, 45% serão efetuadas pela classe C. A projeção foi feita pelo instituto Data Popular a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre todos os bens de consumo da classe C, o microcomputador foi o que apresentou a maior alta em comparação com o ano de 2003 – na época, apenas 13% dos lares tinham um computador, número que saltou para 52% em 2009.
Ao todo, o consumo geral da classe C nos segmentos de eletrodomésticos e eletrônicos cresceu muito ao longo dos últimos oito anos. Em 2003, essa classe era responsável por somente 27% das compras desses itens. Ao mesmo tempo, o percentual de consumo das classes A e B na área de eletrônicos caiu de 55% (em 2003) para 37% no ano passado.
Com a expectativa de crescimento de vendas desse ítens por conta do período do Natal, a projeção é de que o consumo desses itens passe por uma alta de 10% em comparação com o final de 2009.
De acordo com a pesquisa, no final de 2009, 99% dos lares brasileiros possuíam um televisor colorido e 52% tinham um microcomputador. A geladeira duplex já chegava, em 2009, a 37% dos lares nacionais e 61% possuíam uma máquina de lavar roupas.
FONTE: M&M Online com informações da Folha de S.Paulo
No dia 18/11, o empresário e publicitário Luiz Santos da LS Estratégia ministrou a palestra “Cresça e Apareça: Comunicação e Marketing para Pequenas Empresas” no I Seminário sobre Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento - que fez parte da 3ª Semana Global de Empreendedorismo, o maior movimento empreendedor do mundo. O evento aconteceu na cidade de Viçosa, em Minas Gerais.
Luiz Santos falou sobre a qualidade de comunicação e marketing ideal para as empresas obterem melhores resultados. “Os empresários devem perceber que uma boa comunicação e uma boa estratégia de marketing vão ajudar sua empresa a vender mais”, disse.
O público, cerca de 500 pessoas, que ocupou o auditório do Centro de Convivência da Universidade Federal de Viçosa, foi composto por empreendedores, alunos de graduação e pós-graduação, docentes e pesquisadores da UFV e de outras instituições.
O evento também contou com outras palestras que tiveram o mesmo intuito de inspirar uma nova geração de jovens empresários, mostrando que é preciso ter coragem e ousadia para transformar boas ideias em ações que promovam o desenvolvimento econômico do país.
No dia 22/11, Luiz Santos ministrou outra palestra sobre o mesmo tema para os futuros tecnólogos de Gestão de Empresas e Marketing da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da Univiçosa – MG.
Na oportunidade, os acadêmicos esclareceram dúvidas relacionadas à comunicação e ao marketing, e puderam perceber melhor sua utilização e importância.
De acordo com Larisse Loise Santos, gestora dos cursos ‘Gestão de Empresas’ e ‘Marketing’ da Univiçosa, usar meios de comunicação e redes sociais para promover a imagem de uma empresa de maneira correta é um grande desafio. “A abordagem metodológica demonstrada na palestra foi de grande proveito para todos os acadêmicos e deu um novo enfoque ao papel de marketing e comunicação”, diz.
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