Arquivos para abril, 2010

  • A maioria das empresas brasileiras se acostumou a vender exclusivamente para as classes A e B. Afinal, há décadas essas eram as únicas famílias que dispunham de algum dinheiro no final do mês, depois de pagar todas as contas. Porém, isso mudou radicalmente nos últimos anos. Embora o grosso do dinheiro ainda esteja nas mãos das classes A e B, a Nova Classe Média já detém 1/3 da massa salarial brasileira. Por isso, vários setores começaram a estudar a fundo o comportamento desses consumidores, que pode ser bem diferente daquele apresentado pelos brasileiros que habitam o topo da pirâmide social. Um desses segmentos é o dos bancos, que encomendou uma pesquisa ao Data Popular para aprender como fazer negócio com a Classe C.

    O estudo mostrou que propor poupança ou investimento para a classe média faz pouco sentido, porque para eles investir significa comprar uma roupa nova para uma entrevista de emprego, um computador para ajudar na educação dos filhos, pagar a mensalidade de uma universidade particular e até adquirir uma boa TV de LCD, que permite economizar em passeios externos e mantém os filhos na segurança do lar. O consumo também tem um componente de inclusão social, porque possibilita que tenham acesso a itens que só os ricos possuíam. Nesse cenário, dizer para o consumidor popular que ele não deve comprar para poupar e investir é tarefa inglória, certo? Seria exagero dizer que não existe poupança na classe média, mas ela é em geral apenas uma etapa para viabilizar conquistas mais ambiciosas, como a reforma da casa, compra de um carro ou a chegada de mais um filho. Em resumo, poupa-se para gastar mais depois.

    Outro exemplo de descompasso entre a lógica dos bancos e a dos consumidores populares diz respeito ao uso do cartão de crédito. Enquanto o mercado financeiro se preocupa com segurança, clonagem etc, é comum entre as pessoas da classe C o empréstimo do cartão de crédito para familiares e até amigos. A pesquisa do Data Popular mostra que 32% dos brasileiros com alto nível de endividamento costumam usar cartões de parentes e amigos quando estão sem crédito e sem dinheiro.

    Para Renato Meirelles, do Data Popular, o principal obstáculo está na diferença entre a lógica societária, adotada pelos bancos, e a lógica comunitária, que rege as relações na classe C e também na baixa renda. Em resumo, o brasileiro médio não entende nem se identifica com a linguagem formal, fria, impessoal e distante adotada pelo mercado financeiro. Para fazer bons negócios com esse novo cliente é preciso envolver emoção, ser mais informal, demonstrar solidariedade, investir em reciprocidade e estar presente no cotidiano dessa gente. Tudo o que os bancos não sabem fazer.

    Fonte: Luiz Alberto Marinho, Blue Bus.

  • No dia 31 de março, a LS Estratégia divulgou o resultado do Concurso Cultural Cresça e Apareça – Primeiro Guia Online de Comunicação e Marketing para Micro e Pequenas Empresas. O concurso recebeu inscrições das mais diversas regiões do Brasil. Entre os ganhadores estão cidadãos de Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Macapá (AP), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), Ribeirão Pires e São Bernardo do Campo (SP).

    Para participar do Concurso Cultural Cresça e Apareça, o interessado deveria acessar crescaeapareca.com, assistir ao vídeo de apresentação do produto e responder à pergunta “O que você espera do Cresça e Apareça?”. As dez respostas mais criativas ganharam assinaturas do Cresça e Apareça ou da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.

    Relação dos vencedores
    1º Lugar: Fabiano Caminha Moraes Costa / Fortaleza – CE
    2º lugar: Washington Luiz Gomes Botelho / São Bernardo do Campo – SP
    3º Lugar: Luiz Fernando P. Garcia Jr / Macapá – AP
    4º Lugar: Carolina Leal Lima / Porto Alegre – RS
    5º Lugar: Geiza Gomes Rocha / Rio de Janeiro – RJ
    6º Lugar: Roberto José Santos Duailibe Mendonça / São Luís – MA
    7º Lugar: Josival Gomes de Oliveira / Fortaleza – CE
    8º Lugar: Clodeonor Carvalho de Araújo / Fortaleza – CE
    9º Lugar: Ingrid Furtado Santos / São Paulo – SP
    10º Lugar: Marcos dos Santos Pires / Ribeirão Pires – SP

    crescaeapareca.com

  • Projeções da consultoria MB Associados mostram que nova classe média popular vai dominar o mercado imobiliário brasileiro até 2016

    A classe média popular vai dominar o mercado residencial brasileiro nos próximos anos, segundo recente estudo da MB Associados. De acordo com as projeções da MB, a classe C, com renda familiar de três a dez salários mínimos, terá uma demanda habitacional potencial por 10,4 milhões de imóveis até 2016.

    Sérgio Vale, economista da MB Associados, crê que grande parte da demanda potencial se direcione para a compra de imóveis novos, dada a rápida expansão do crédito imobiliário e o aquecimento desse mercado.

    A demanda potencial da classe C é, inclusive, maior que a demanda potencial total de todas as classes, que é de 9,5 milhões até 2016. O fenômeno se explica pela migração prevista, para a classe C, de famílias das classes D e E.

    “O foco do setor nos próximos anos têm de ser a classe C, que é uma classe média, e não as classes mais baixas, D e E, que estão diminuindo”, diz vale.

    Fonte: Jornal O Estado de São Paulo – 04 de Abril de 2010.

  • Frente às grandes perdas em dinheiro do mercado norte-americano de outdoors, chega ao setor uma sofisticada tecnologia para medir a audiência desta mídia. Em Fortaleza, após fase crítica, a demanda pela mídia exterior volta a patamares positivos com anúncios diferenciados

    Quanto se fala em Twitter, Youtube, Facebook e outros fenômenos da internet. Quanto se fala em realidade aumentada, smartphones e agora Ipads. Mas um dos primeiros meios criados pelo homem para anúncios publicitários, o outdoor, não foi esquecido. Pelo menos não aqui nessa Fortaleza confiante no que “sempre deu certo” nem na economia mais rica do mundo, a dos Estados Unidos. Guardadas as devidas realidades tecnológicas, claro.

    Depois de faturar 15,6% a menos no ano passado – uma redução de US$ 1,2 bilhão em relação a 2008 – o mercado norte-americano de outdoor agora conta com o Eyes On, um novo sistema de medida de audiência que pode aumentar as verbas direcionadas ao setor. Segundo informações da revista Advertising Age (AdAge), a nova métrica promete dados de audiências mais apurados, incluindo dados de demografia e etnografia.

    Desenvolvido pelo Traffic Audit Bureau (TAB), o sistema Eyes On fornece informações sobre audiência, através de uma combinação de dados colhidos por diferentes empresas. Uma delas recepta vídeos em alta-definição que mostram pedestres expostos a outdoors. Os dados são enviados a um serviço de pesquisa que identifica quantos globos oculares estavam realmente olhando para os anúncios.

    Um outro grupo repassa então os resultados de 400 mil unidades de medição de mídia diferentes à base de dados do Eyes On. Lá, estão classificado por formato, tipo de via (estrada, urbano, etc) e localização, como informa a AdAge. O antigo sistema, a Daily Effective Circulation (DEC), só media quantas pessoas tinham a “oportunidade de ver” um anúncio.

    Fortaleza

    Por aqui, a mídia exterior continua no páreo, apesar das sensíveis quedas em 2008. “Os melhores anos para esse tipo de publicidade no Ceará foram entre 2004 e 2006. Em 2009, o faturamento melhorou e neste ano as cifras devem se manter as mesmas”, aposta o presidente do Sindicatos das Empresas de Publicidade Exterior do Ceará (Sepex-Ce), Moacir Sá.

    “Em mercados bem pequenos como o nosso, as mudanças vão ocorrendo bem mais lentamente. Talvez por isso fique um pouco mais difícil perceber que o outdoor esteja perdendo seu espaço para outros tipos de mídia, como a internet”. Natashia Bedê – LS Estratégia

    Mas bem longe da sofisticada tecnologia norte-americana, os publicitários se utilizam da relação público-alvo e lugares possíveis onde encontrar os consumidores. Segundo alguns profissionais da área, a nova métrica está distante de um mercado pequeno como o nosso. “Mesmo que tivéssemos, não poderíamos garantir a efetivação da compra. Existem fatores como: preço, produto, ponto de venda, promoção”, destaca a publicitária Natashia Bedê, da LS Estratégia.

    Mídia garantida

    Se você lembra bem da Time Square – a famosa confluência de avenidas de Nova York, tão retratada em filmes hollywoodianos, como O Homem-Aranha – pode imaginar o quanto diferem os outdoors norte-americanos dos cearenses. Lá, a maioria deles é eletrônica. Em fortaleza, apesar das tentativas de reordenação do espaço urbano da cidade, ainda são muitas as placas espalhadas pela cidade. Bem menos atrativas que as luminosas do Tio Sam, é verdade, mas que chamam atenção pela criatividade.

    “Nosso mercado ainda é muito dependente do ‘que sempre deu certo’. Se um cliente sempre fez campanhas envolvendo outdoor e obteve um sucesso, ele continuará, fazendo”, afirma o publicitário Thiago Peixoto, da Quinto Comunicação. Ele diz ainda que, no momento, o espaço do outdoor nos planos de mídia só é perdido por conta da retirada de placas devido às intensas fiscalizações ocorridas nos últimos anos.

    Mas, apesar daquele espaço fixo, dá pra inovar. “Quando o cliente nos dá oportunidade, sempre procuramos explorar um pouco mais da mídia. Um exemplo foi a campanha ‘eleve-se’ para o Mucuripe Club, que utilizamos bolhas como aplique”, diz o publicitário.

    A LS Estratégia também inovou ao unir duas placas de outdoor e um aplique correspondente ao corpo da modelo, de 3,45m de altura. Ainda foram inseridas luzes especiais que, como flashes, piscavam o tempo todo. A impressão era de que a modelo estava na passarela diante de vários fotógrafos. Com esta peça, a LS Estratégia conquistou Prata no prêmio Central do Outdoor 2009.

    Fonte: O Povo

  • A LS Estratégia, agência responsável pela comunicação e marketing da Signa – instituição financeira credenciada pelo Banco do Brasil – criou uma Campanha para divulgar o Crédito Consignado.

    Totalmente produzida em Fortaleza, a campanha consiste em um spot (Mr. Jingo), dois Vts (Ursa Maior), além de folders e displays. Os filmes são baseados na linha do humor. O primeiro mostra uma cadela da raça poodle levando um panfleto aos seus donos, angustiados com as dívidas. O segundo vídeo mostra um casal, triste por não ter condições de viajar, mas o acaso os leva a Signa. Na sequência, eles se preparam de forma bem descontraída para fazer a viagem dos sonhos.

    A campanha está sendo veiculada em Tocantins e posteriormente será lançada em Macapá, Brasília (Sede) e demais cidades onde a empresa tem filial.

    veja as peças da campanha a seguir:

    Móblie
    Panfleto